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Coligação pede que MPE investigue o transporte de dinheiro ao interior


O Ministério Público Eleitoral (MPE) recebeu, na última sexta-feira, 14, um pedido de investigação para apurar o embarque de volumes em aviões de pequenos portes, no Aeroclube de Manaus feitos pela empresa Prosegur, em aeronaves da empresa de táxi aéreo CTA.
O documento, da coligação ‘União pelo Amazonas’, cita “haver fortes indícios de irregularidades por causa do transporte de dinheiro para o interior do Estado em plena campanha eleitoral”. “São fortes os indícios de que vultosos valores foram transportados para municípios do interior do Estado do Amazonas em pleno período eleitoral e que, os mesmos, poderão ser utilizados para a prática de ilícitos eleitorais, tais como os que foram praticados na eleição passada e que, culminaram na necessidade de realização deste pleito suplementar, cabendo a este órgão (MPE) tomar as medidas cabíveis para apurar o ocorrido e impedir a continuidade da prática, caso ilícica”, diz a representação.
Segundo o pedido, o embarque dos volumes ocorreram às 6h em hangar da empresa, no Aeroclube, nos últimos dias 12, 13 e 14.
Ainda no documento, a coligação solicita que a empresa CTA informe os planos de voôos das aeronaves, hora de decolagem e pouso, tanto na origem como no destino; quem contratou, quando, como, quanto custou e quem pagou pelos voos, assim como os passageiros e tripulantes e o que foi transportado. Outras informações solicitadas são a quem, quando, como e onde foi entregue a encomenda transportada e por fim, qualquer outra informação relevante para a correta apuração dos fatos.
Quanto a empresa Prosegur, é solicitado que esta informe os destinos, datas, horários dos transportes realizados até o Aeroclube, onde houve o carregamento de aeronaves, e o que foi transportado; se foi dinheiro, qual a origem do mesmo e a quem pertence, quem contratou, quanto foi pago e quem pagou. Também é pedido que Prosegur informe como, quando e como foi feito o pagamento bem como qualquer outra informação necessária para a apuração dos fatos.
Por meio da assessoria de imprensa, o MPE disse que o procurador regional eleitoral Victor Riccely ainda está avaliando o pedido para decidir se abre um procedimento para investigar o caso.
Procurado pela reportagem, o administrador da empresa CTA, Cleiton Sérgio de Souza, informou que ainda não foi procurado pelos órgãos oficiais de fiscalização. “Não posso falar muito porque temos um contrato de sigilo com a transportadora de valores. Mas, se o Ministério Público me indagar, vou responder. Se a reportagem me perguntar se eu tive voos nestas datas, eu posso dizer que tive. Agora, se foi para tal coisa ou não, eu só vou informar perante o Ministério Público. Em geral, são voos usados para transporte de valores e a Polícia Federal tem todo o conhecimento. A única coisa que a transportadora faz é informar a quantidade de peso e, às vezes, quantidade de volumes. Não me passam valores, nem para qual banco é, se é para Caixa, Banco do Brasil, Bradesco. Nós fazemos voo para o interior, assim como fazemos transporte interestadual”, disse.
Cleiton afirmou que outras empresas também fazem este tipo de transporte de valores. “Se este embarque ocorreu na parte de cima do terreno do aeroclube, perto do aeromodelismo, lá é o ponto indicado pela superintendência do aeródromo para embarque e desembarque de valores, por questão de segurança”, afirmou.
A empresa Prosegur afirmou que a “operação intermodal” é comum para o transporte de valores, principalmente na Região Norte, por conta das dificuldades logísticas. Entretanto, por uma questão de segurança, não pode abrir detalhes das operações realizadas. “A Prosegur informa que não foi procurada por nenhum órgão fiscalizador local. A companhia ressalta, ainda, que segue rigorosamente as leis que regulamentam a atividade no País e que toda a sua operação é fiscalizada pela Polícia Federal regularmente”, cita resposta encaminhada à reportagem.
D24

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