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Leões da Amazônia: Nacional e Clube do Remo se enfrentam em amistoso na categoria Master, na Colina

O encontro de uma das maiores rivalidades do futebol do norte entre Amazonas e Pará vai tomar contar do estádio Ismael Benigno, a Colina, localizado no São Raimundo, com o amistoso Master entre Nacional e Clube do Remo-PA. O evento acontece dia 19 de agosto, às 17h, quando os apaixonados pelas quatro linhas vão poder ver de perto as feras do passado esbanjando categoria. A entrada será 1kg de alimento não perecível e a ação conta com o apoio do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

Fotos: Mauro Neto /SEJEL / BLITZ AMAZÔNICO

“Nosso grupo do Master é muito unido e formado por ex-jogadores dos anos 80, como Marinho Macapá, Armando Falcão do Norte, o Sérgio Duarte, o Murica, e outras feras. Como joguei no Remo, sempre fico em contato com os amigos que jogaram comigo e um empresário de Belém vai patrocinar o evento e, com outros apoiadores, vamos fazer essa confraternização”, contou o organizador, bem como campeão amazonense e paraense com Nacional e Remo, o ex-meia Fernandinho.

O organizador ainda fez questão de frisar alguns nomes que estarão na partida. “Vamos ter jogadores do Remo, com renome nacional, como o Dadinho; o Mesquita, o Patrulheiro que jogou aqui no Rio Negro e no Nacional, o Nildo, que é campeão da Libertadores pelo Grêmio em 1995, além de outros. Vai ser uma grande festa e espero que a torcida compareça”, disse.  

Figura inesquecível do passado e presente no futebol local, o ex-volante e lateral do Nacional, Marinho Macapá, 62, não vai ficar de fora do reencontro. E claro, sempre com a sede da rivalidade em busca da vitória sobre o Leão paraense.

“Vamos entrar para vencer. É uma rivalidade sadia entre as equipes. Lembro que íamos lá em Belém e vencíamos. Jogávamos no Baenão (estádio do Remo), Mangueirão e até mesmo com o Paysandu, na Curuzu, e vencíamos. Depois eles vinham aqui e davam o troco. Era uma festa”, lembrou Marinho, que chegou ao Nacional na década de 80 vindo do Guarani-AP.

O Falcão do Norte

Há 42 anos, Armando Belém, nascido em Parintins, passou a ser conhecido como Falcão do Norte. O apelido dado por um radialista amazonense foi adotado pelo jogador, que assemelhava-se ao estilo de jogo do craque do Internacional, Roma e São Paulo, o ex-volante Paulo Roberto Falcão. Atualmente, o ex-jogador é um gestor público que agora “defende” uma multinacional.

“Um radialista colocou esse apelido em mim e na época não tinha visto o Falcão jogar. Só vim jogar contra ele em 1981, quando atuei pela Chapecoense em um amistoso, onde fiz gol. Acho que o radialista que colocou comparou com a semelhança de jogo. Eu era um segundo volante e tinha mais liberdade, assim como o Falcão. Fico feliz pela comparação, o Falcão foi um grande jogador, mas acho que fico bem abaixo. A comparação é válida”, sorri Falcão, orgulhoso em ter conquistado seis títulos seguidos com o Naça.

Quanto ao jogo, as lembranças dos embates contra o rival paraense ainda estão bem vivas na mente do ex-futebolista. “Contra o Remo devo ter jogador de 20 a 25 vezes. Naquela época, era um rivalidade muito grande, até mais que agora. Ganhávamos lá, perdíamos aqui, ganhávamos aqui, empatávamos. Esse jogo vai ser uma festa e queremos contar com o nosso torcedor. Quando o juiz apitar, ninguém vai querer perder”, finalizou Armando.

Torcida promete fazer festa

O pedido unânime dos jogadores nacionalinos para o jogo contra o Remo é único: sentir o carinho do torcedor que na década de 1980 lotava a arquibancada do extinto estádio Vivaldo Lima. E antes mesmo do pedido ser anunciado pelos ex-jogadores, os apaixonados pelo Nacional, como o fanático e líder da torcida ‘Apaixonaça’, Natan Castro, 48, promete arrastar muita gente para o estádio.

“É um honra ter o maior clássico da Amazônia. Em proporção de torcida, o Remo tem mais torcida em Belém e o Nacional tem a maior torcida do Amazonas. Nada mais justo que valorizar esse clássico de ídolos que no passado deram muita alegria para nós torcedores. Vamos trabalhar bastante para termos ao menos uns três mil torcedores do Nacional aqui no estádio”, revelou Natan, contando os dias para reviver o tão famoso embate.


Fotos: Mauro Neto /SEJEL / BLITZ AMAZÔNICO

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