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Funcionários bloqueiam entrada de refinaria no Distrito Industrial de Manaus em protesto por melhoria salarial


Um grupo de terceirizados iniciou uma manifestação por volta das 6h desta quinta-feira (5), na frente de uma refinaria localizada no Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus. Os manifestantes são contratados por empresas que prestam serviços para a Petrobras e denunciam pagamento de salários abaixo do teto acordado em convenção coletiva.

Por meio de nota, a Petrobras informou que a Refinaria Isaac Sabbá (Reman) opera normalmente, e está em dia com suas obrigações contratuais e legais.

"A companhia esclarece que a manifestação realizada na manhã de hoje, no acesso à refinaria, foi de empregados terceirizados, cujas relações trabalhistas são de responsabilidade das empresas contratadas, que devem ser procuradas para informações detalhadas sobre o assunto", informou a nota.

Cerca de 200 trabalhadores bloquearam o acesso para o portão de entrada da refinaria. Equipes de policiais militares da 2ª e 7ª Companhias Interativas Comunitárias (Cicom) monitoram o ato.

Os manifestantes são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Montagem e Manutenção Industrial, Construção e Montagem de Gasoduto e Oleoduto e Engenharia Consultiva do Amazonas (Sintracomec-AM).

Acesso para refinaria em Manaus foi bloqueado por trabalhadores em protesto (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

De acordo com a entidade, três das empresas contratadas pela Petrobras, estão descumprindo a convenção coletiva, com a prática do pagamento de salário abaixo do teto estipulado, direito que foi assegurado pela convenção de 2017 da categoria.

"Uma empresa veio de Aracajú para cá e está pagando piso abaixo da tabela. Hoje o caldereiro ganha R$ 4.700,00, mas essa empresa está pagando R$ 2 mil. Ninguém é contra as empresas de fora, mas elas têm que cumprir a tabela do estado. Os trabalhadores estão revoltados. Só vamos sair daqui hoje quando essa empresa se reunir com os trabalhadores e vamos acionar o Ministério Público também", afirmou o presidente do Sintracomec-AM, Cícero Cústodio.

G1

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