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TÃO NOVO, MAS PERIGOSO: PROFISSIONAL DE FALSIFICAÇÃO É PRESO VENDENDO CERTIFICADO DA SEDUC



Foram apreendidos computadores, impressoras e certificados falsificados de conclusão dos ensinos fundamental e médio, com o nome de diversas escolas. O rapaz já havia sido preso por estelionato

Com passagens na polícia por estelionato, Abel Oliveira Sodré, 20, foi preso em flagrante, na tarde desta sexta-feira (20), por vender certificados falsos conclusão de ensinos fundamental e médio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) no bairro Francisca Mendes, Zona Norte de Manaus.

Além de Abel, os policiais da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) levaram para prestar depoimentos Valdine de Lima, 49, e uma adolescente de 15 anos, apontada como namorada de Abel.

Na casa onde o esquema funcionava, localizada na Rua 83, no Francisca Mendes, foram apreendidos computadores, impressoras e certificados falsificados da Seduc, com o nome de diversas escolas. Uma lista com nomes de pessoas que, possivelmente, compraram os documentos falsos foi apreendida. O caso foi registrado no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Avenida Noel Nutels, Cidade Nova. Um inquérito foi aberto para aprofundar as investigações sobre a história.

A prisão aconteceu após denúncia feita pela manhã ao WhatsApp da Seaop, que funciona no telefone (92) 99345-2848. Com as informações, os policiais ficaram de campana em um supermercado localizado na Cidade Nova, onde certificados iam ser entregues.

Valdine de Lima foi pego em flagrante com os documentos. Ao chegar à residência onde funcionava o escritório de falsificação, Abel admitiu ser responsável pelo crime. No esquema, a jovem menor de idade seria responsável pela captação de interessados.

A Seduc enviou uma equipe técnica para a delegacia e confirmou que os documentos apreendidos são falsificados. Computadores, impressoras, uma lista com nomes de possíveis beneficiários do esquema, além de mensagens contidas em um telefone celular serão encaminhadas para a perícia técnica.

Inicialmente, somente Abel foi indiciado pelo crime de falsificação de documentos públicos, previsto no artigo 297 do Código Penal. A pena prevista é de reclusão de dois a seis anos, além de multa.

Uma cópia da lista apreendida foi entregue a Seduc. Os nomes contidos nela serão investigados para verificar se houve a utilização de documentos falsificados. Caso haja a comprovação, os beneficiários do esquema poderão ser indiciados e responder criminalmente.

Da outra vez que foi preso, Abel Oliveira Sodré tinha 18 anos e foi pego com um cartão de crédito clonado após tentar pagar uma corrida de táxi.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) afirmou receber “com muita satisfação” a informação da desarticulação o esquema.

“A Seduc volta a alertar às pessoas para que não comprem esse tipo de material porque, com toda a certeza, serão desmascarados e responderão criminalmente pelo ato”, diz trecho do comunicado.

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