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Comércio em Manaus deve contratar 3 mil vagas de emprego temporário para o Natal


Apesar da retração econômica que trouxe instabilidade ao mercado de trabalho nos últimos anos, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus) prevê a contratação de mais de três mil trabalhadores temporários até o final do ano. O número de vagas abertas no comércio deve triplicar e ser 200% maior se comparado a 2017, quando o comércio abriu mil postos de trabalho no mesmo período.

Desde 2015, no auge da crise, não se observava um cenário tão atraente para a geração empregos. O otimismo dos empresários se deve, principalmente, aos sinais de recuperação da economia e à expectativa de aquecimento no varejo.

A CDL formulou uma pesquisa enviada a seis mil estabelecimentos comerciais em todo o Estado. Desse total, mais de quatro mil empresas responderam aos questionamentos que incluíram, expectativas nos novos governantes (estadual e federal), o combate à corrupção e a abertura do diálogo entre o governador eleito Wilson Lima (PSC) e o comércio para a redução da burocracia que emperra o crescimento empresarial.

“Se quebrarem a burocracia e abrirem o diálogo com os empresários isso vai resultar num número maior de empregos e com isso haverá, inclusive, redução da criminalidade e produção de novos recursos”, defendeu o presidente do CDL, Ralph Assayag.

Cenário preocupa

Embora o número de empregos esteja em escala ascendente, Assayag ainda se mostra preocupado com a baixa oferta. “O número ainda é pouco, porque eu recebi as respostas de quatro mil lojas. Se cada uma empregasse uma pessoa teríamos quatro mil vagas. Alguns ainda se encontram com dificuldades”, esclareceu.

Esse olhar crítico do empresário se justifica quando se observa o cenário de oito anos atrás e uma geração de emprego que chegou ao patamar de sete mil contratações nessa época do ano, entre 2010 e 2015, uma expansão de crescimento de 9%. Nos anos seguintes, as taxas de ocupações registraram queda acentuada: em 2016 foram 1.600 pessoas (4%) e 2017, o menor patamar de efetivação, mil pessoas para um crescimento de 2%.

“Quando as pessoas começarem a sentir que há no Estado uma segurança jurídica, que haverá tranquilidade no comércio, vai acontecer que os empresários vão se sentir confiantes para a abertura de novos empreendimentos. Vejo nos dois governantes a confiança de acreditar, não é nem a parte financeira, é observar que o governante continua a falar e fazer sobre tudo aquilo que acreditei, assim o investimento vem fácil”, resumiu o empresário.

Shopping

A mesma crença nas mudanças que se desenham para a economia, o comércio e geração de emprego são compartilhados pela Associação dos Lojistas do Amazonas Shopping. O centro comercial projeta um crescimento de 28,5% nas contratações em relação ao mesmo período de 2017. Houve um salto de 350 para 450 vagas em 2018.

A gerente de marketing da associação, Marcedes Martine também demonstra o otimismo atual do empresariado. “Estamos mais confiantes, principalmente com um novo presidente. Estou apostando nesse número (de contratações) e quem sabe poderei me surpreender”, disse a empresária.

Expectativas

Entre 2010 e 2015 a taxa de contratados após as festas de final de ano chegou a 60%. Com as novas políticas trabalhistas, diz a Câmara de Dirigentes Lojistas, houve maior facilitação para a manutenção dessa mão de obra.

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