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Mourão defende pressão diplomática contra Venezuela e critica 'antiamericanismo infantil'


O vice-presidente eleito do Brasil, Antônio Hamilton Mourão, defendeu a pressão diplomática contra o governo venezuelano para que "eleições em situação de normalidade" do país garantam a alternância de poder.

"Vamos lembrar que, desde 1998, esse grupo [chavista] ocupa o poder na Venezuela, são 20 anos de poder. Essa curva chegou ao seu final", disse o vice de Bolsonaro em entrevista ao UOL.

Mourão foi adido militar da embaixada brasileira na Venezuela e afirmou que o governo não deve aplicar sanções contra o país vizinho, mas defendeu que a diplomacia faça pressão.

O futuro vice-presidente afirmou recentemente que o Brasil aceitaria participar de uma missão da Organização das Nações Unidos (ONU) para a manutenção da paz na Venezuela. 

Não há sinais de que tal iniciativa seja uma pauta da ONU. 

Mourão também anunciou que a partir de agora a política externa brasileira será guiada pelas relações entre Estados e não por afinidades ideológicas com os governos de turno, algo que em sua opinião prevaleceu quando o Partido dos Trabalhadores (PT) estava no poder.

O vice-presidente eleito disse que no próximo governo esperam alcançar relações estratégicas e não "puramente comerciais" com os Estados Unidos, China e União Européia, e gerar alianças em áreas como inteligência artificial e tecnologia da informação aplicadas à defesa.

Ele também pediu o fim do "antiamericanismo infantil".

"A Unasul está praticamente falida, morreu e esqueceu de deitar. O famoso Conselho de Defesa da Unasul nunca decolou. Isso era birra daquele pessoal que governou os países da América do Sul com a visão ainda no século 19, aquele antiamericanismo infantil, que não leva a nada."

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