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Análise: 'espetáculo' de militares em Caracas faz parte da 'pressão psicológica' de fora

O motim, organizado por alguns militares no centro de comando da Guarda Nacional Bolivariana em Caracas, é considerado por analistas como “um espetáculo” da estratégia de desgaste internacional contra o governo venezuelano.


A ação também foi tida como "motim" e "perseguição" internacional. Durante o ataque, os rebeldes tentaram roubar equipamentos militares, porém, foram detidos.
No início da ação, a mídia internacional dispersou o fato, informando que se tratava de um suposto motim militar. Contudo, a situação foi controlada rapidamente pelas forças de segurança da Venezuela.
"Os venezuelanos já estão acostumados com isso, não é a primeira vez que fazem espetáculos […] Talvez, tudo isso serviu para motivar [uma] estratégia da mídia contra o país, de desastre, de perseguição […] e, portanto, serviu para pressionar", afirmou à Sputnik Mundo o analista internacional venezuelano, Basem Tajeldine.
Rebelião em Caracas em 21 de janeiro de 2019.

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O analista internacional Sérgio Rodrigues Gelfenstein concordou que todos os fatos envolvendo a Venezuela são "aumentados" pela mídia internacional. Ele ainda ressalta que o incidente ocorrido na Venezuela "é parte da agressão que não se manifesta apenas em termos de armamentos bélicos e econômicos, [mas também] na pressão psicológica".
"Não se trata de um destacamento completo de uma força, mas, sim, de um grupo de pouco mais de 14 soldados que roubaram armas e se rebelaram […]", afirmou o Ministério da Defesa da Venezuela em comunicado oficial.
Para Tajeldine, mesmo que os rebeldes estivessem sendo pagos, eles não são camicases e, quando foram cercados, entregaram as armas rapidamente, reforçando a ideia de que a ação "não deixa de ser uma montagem […]".
Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, falando durante conferência em Caracas, Venezuela, 10 de janeiro de 2019

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Já, Rodrigues Gelfenstein, observou que deve levar em consideração "o chamado feito pelo Departamento de Estado [dos EUA] e o presidente Donald Trump, para que os militares se rebelassem contra o governo constitucional de Nicolás Maduro".
O fato ocorreu na madrugada do dia 21 de janeiro, quando um pequeno grupo de rebeldes da Guarda Nacional Bolivariana roubaram armas e fizeram quatro oficiais reféns, contudo, foram cercados e presos.
"É um fato preocupante, porém, é irrelevante em termos de estabilidade do governo", concluiu o analista internacional, Rodrigues Gelfenstein, já que a ação foi totalmente controlada pelas Forças Armadas do país

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