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Bolsonaro promete tornar públicos atos e contratos que estão sob sigilo


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (7), em uma cerimônia no Palácio do Planalto, que não admitirá nenhuma "cláusula de confidencialidade pretérita" no governo dele, referindo-se ao fato de que pretende dar publicidade a atos e contratos de gestões anteriores.

Bolsonaro participou nesta manhã da solenidade de posse dos presidentes da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Transparência acima de tudo. Todos nossos atos terão de ser abertos ao público, e o que ocorreu no passado também. Não podemos admitir que, em qualquer uma dessas instituições, tenha qualquer cláusula de confidencialidade pretérita", discursou o novo presidente da República na cerimônia.

Bolsonaro dá posse para presidentes do BNDES, Caixa e BB
Jornal GloboNews edição das 10h

Bolsonaro dá posse para presidentes do BNDES, Caixa e BB

Segundo Bolsonaro, não haverá na gestão dele perseguição a gestores de governos passados, porém, atos e contratos de bancos públicos que estavam em sigilo classificados como confidenciais vão se tornar públicos.

"Aqueles que foram a essas instituições [bancos públicos] por serem amigos do rei buscar privilégios, ninguém vai perseguí-los, mas esses atos, essas ações, esses contratos tornar-se-ão públicos”, complementou Bolsonaro.

Ele também disse no discurso que, a partir de agora, verba federal que for liberada para ONGS sofrerá "um rígido controle".

Em outro trecho do discurso, Bolsonaro voltou a dizer que o governo dele não pode errar, sob o risco de a oposição retornar ao poder.

“Não podemos errar. Se errarmos, vocês bem sabem quem poderá voltar. E as pessoas de bem, que foram a maioria que acreditaram naquilo que pregamos nos últimos anos, não poderão se decepcionar conosco”, declarou.

Namoro com Paulo Guedes

Julia Dualibi comenta discurso de Bolsonaro na posse dos presidentes dos bancos públicos
Jornal GloboNews edição das 10h

Julia Dualibi comenta discurso de Bolsonaro na posse dos presidentes dos bancos públicos

A solenidade de posse dos presidentes de bancos públicos é o primeiro evento público em que Jair Bolsonaro apareceu ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, após o episódio da semana passada no qual o presidente da República gerou apreensão na equipe econômica ao declarar à imprensa que ocorreria um reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e uma redução do Imposto de Renda (IR).

Horas depois de Bolsonaro fazer o anúncio na última sexta (4), integrantes da área econômica vieram a público para informar que não ocorreria reajuste do IOF e nem seria concedido imediatamente uma redução do IR dos contribuintes que ganham salários mais altos.

No final do dia, o ministro-chefe da Casa Civil, concedeu uma entrevista coletiva em que admitiu que o chefe do Executivo "se equivocou" ao passar aos jornalistas as infirmações sobre os tributos.

Declarações do presidente Bolsonaro surpreendem integrantes do governo
Jornal Nacional

Declarações do presidente Bolsonaro surpreendem integrantes do governo

Em meio ao discurso desta segunda-feira, Bolsonaro elogiou o ministro da Economia, agradeceu a confiança que Paulo Guedes depositou nele e destacou que deu "total liberdade" para o subordinado montar a equipe econômica.

"Começamos a namorar, no bom sentido [com Paulo Guedes]. Eu fui me fortalecendo ao lado dele. Algo que parecia que não ia acontecer, por tradição da política brasileira, na verdade, ela se concretizou”, brincou o presidente, lembrando da aproximação com o atual ministro da Economia antes mesmo da campanha eleitoral.

"O senhor Paulo Guedes e os outros senhores ministros tiveram a liberdade de escolher todo o seu primeiro escalão. Sem qualquer interferência política", enfatizou.

Verbas publicitárias

Jair Bolsonaro declarou no discurso que pretende "democratizar" as verbas publicitárias do governo federal. De acordo com o presidente, "nenhum órgão de imprensa terá direito a mais ou menos" recursos do que outros no que o Executivo vier a gastar com publicidade.

"Nós queremos sim que cada vez mais sejam mais fortes e isentos. [...] A imprensa livre é a garantia da nossa democracia. Vamos acreditar em vocês, mas essas verbas publicitarias não serão mais privilégio da empresa A, B ou C", disse o o chefe do Executivo a plateia de convidados que lotava o salão do Palácio do Planalto.

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