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Aleam realiza manhã de palestras relacionadas ao Dia da Mulher


Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), por meio da Escola do Legislativo José Lindoso, realizou uma manhã de palestras voltadas para as mulheres no auditório Senador João Bosco, nesta quarta-feira (13), abordando temas como empoderamento, Projetos de Lei (PL) em favor das mulheres, feminicídio e violência doméstica. 

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB) falou sobre o papel da mulher na política e os PLs existentes no Parlamento que beneficiam as mulheres. “Muito se questiona a pouca participação das mulheres na política, mas o que muita gente não sabe é a divisão desigual entre os homens e mulheres que se candidatam a cargos eletivos em relação a verbas de campanha, por isso atualmente nós mulheres temos direito a no mínimo 30% das verbas de campanha dos partidos, o que favorece uma campanha menos desigual em termos de recursos”, destacou. 

A parlamentar também enfatizou que a participação feminina nos espaços políticos é vital para diminuir essas desigualdades. “Muitas pessoas acabam por desacreditar da política por conta de escândalos de corrupção e outras coisas, mas a política tem de ser alvo do nosso interesse porque é ela quem elege os representantes que elaboram as leis que podem nos beneficiar”, afirmou. 

Já a professora Vera Lúcia, representante da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc-AM), falou sobre o empoderamento da mulher, assim como suas múltiplas atuações na sociedade. “Temos de ter em mente que a mulher pode ser o que ela quiser ser, mas fazendo a diferença em uma sociedade de forma cada vez melhor, um empoderamento no qual a mulher saiba se colocar e ocupar os espaços na sociedade”, afirmou. 

Falando sobre a violência doméstica e as altas taxas de feminicídio, a delegada titular da Delegacia da Mulher, Débora Mafra, palestrou sobre a importância da denúncia como forma de finalizar a violência contra a mulher. “Mesmo com tantas mulheres denunciando, dando um basta na violência, com tanta informação, ainda tivemos só neste ano, três casos de feminicídio sem violência anterior registrada, o que nos faz indagar: será que a violência foi só naquele dia? Lógico que não”, destacou. 

Segundo a delegada, as vítimas costumam já estar a muito tempo no relacionamento e acreditam que o agressor vai mudar. “As mulheres demoram a aceitar que aquele homem com quem elas dividem a cama são capazes de matá-las e elas sempre acreditam que é a última violência, por isso elas levam, em média, 10 anos para denunciar, até porque ainda existe o fator culpa, onde o agressor faz elas acreditarem que são as culpadas pela própria violência”, explicou. 

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