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Ato de heroísmo da sargento Socorro viralizou na internet

Vítima aguardou quase duas horas no local até receber atendimento médico. Segundo a sargento, antes de chegar ao local, pessoas passaram pela mulher e não prestaram socorro.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO


Era madrugada de segunda-feira (25) e uma forte chuva se espalhava por Manaus quando a viatura em que estava a sargento Socorro Dantas foi acionada para atender uma ocorrência na Zona Norte da cidade. Ao chegar ao local, ela encontrou uma mulher, vítima de violência doméstica, com forte sangramento e deitada no meio da rua, debaixo de chuva. Em gesto natural de humanidade, sua imagem acabou viralizando nas redes sociais. Por quê?

A sargento da 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), ao se deparar com a cena, imediatamente pediu aos populares que observavam a cena lençóis e panos para manter a vítima protegida. Ainda, com a forte chuva sem cessar, pegou dois guarda-chuvas emprestados e ali ficou, em pé, por 50 minutos, até o serviço de atendimento médico chegar.

Em entrevista ao G1, Socorro conta que a equipe policial, ao chegar no local, encontrou a vítima jogada no chão com um machucado na cabeça – o que causava forte sangramento. A mulher, segundo a sargento, estava quase desacordada e mal conseguia falar.

“Ao todo, a vítima ficou aguardando socorro por quase duas horas. Então eu saí pedindo lençol, guarda-chuva e plástico da população para proteger ela da chuva. Ela começou a desfalecer e eu fiquei preocupada que pudesse vir a óbito ali no local. A chuva aumentou e eu pedi mais um guarda-chuva dos moradores”, relatou Socorro, que há 25 anos atua na Polícia Militar do Amazonas.

Uma foto, tirada de longe por um outro sargento da PM, chamou atenção de quem se deparou com a cena ao navegar pelas redes sociais. O gesto, natural e de reflexo, acabou associando Socorro – que sequer sabia da foto até a sua divulgação – à imagem de quem tem em si a empatia enraizada.

“Pessoas passavam pelo local e não prestavam socorro. As pessoas têm que entender que nosso [da polícia] trabalho não é só prender. Antes de tudo, somos seres humanos. Prezamos pela vida do próximo, em qualquer situação”, disse.

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