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Escolas de samba do Grupo B mostram força da comunidade no Carnaval de Manaus


As cinco primeiras escolas a passarem pela Avenida do Samba na noite desta sexta-feira, 1/3, no Sambódromo, mostraram muita garra, dedicação e capricho nas fantasias durante o segundo dia do Desfile das Escolas de Samba de Manaus. O desfile iniciou na quinta-feira, 28/2, com as escolas do grupo C. Pelo Grupo de Acesso B, até meia-noite, as agremiações Tradição Leste, Unidos do Coophasa, Mocidade Independente da Raiz, Império do Havaí e Presidente Vargas, mostraram que o Carnaval se faz com o apoio da comunidade. Até às 4h, outras sete escolas do Grupo A se apresentam na avenida.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A Tradição Leste abriu o desfile cantando na avenida “A saga de um brasileiro pela Amazônia: A bronca agora é com a tradição”, apresentando a história do jornalista e governador do Amazonas, Wilson Lima. O enredo revela a saga dos brasileiros que, como o homenageado, decidiram investir a vida na Amazônia. A escola, detentora do título de campeã 2018 do grupo de acesso C, completa 11 anos este ano.

Em seguida, foi a vez da Unidos do Coophasa assumir a avenida do Sambódromo e atrair a atenção do público, exibindo suas cores azul e branco com o enredo “Uma filha, uma ancestral, salúba mãe Ray de Nanã”. Completando 43 anos de tradição, a escola relembrou as origens do candomblé, religião de matrix africana, e seus orixás.

“Essa é a minha segunda vez como baiana. Tenho 40 anos só de Carnaval. Hoje estou aqui com a minha irmã e também desfilamos pela escola Vitória Régia desde 1979. Gostamos muito de desfilar nas escolas”, informou a “baiana” Terezinha Soares.

Celebrando com alegria o enredo “Balada na floresta, os animais estão em festa”, a Mocidade Independente da Raiz entoou o samba “Minha raiz está em festa” com muita emoção. Durante o momento de concentração da escola, a rainha de bateria Tamires Carvalho esbanjava simpatia, enquanto ensaiava o momento de brilhar no desfile. “Esse é o meu primeiro ano como rainha de bateria na Mocidade Independente da Raiz, mas já saí em outras escolas também como rainha de bateria. Eu gosto muito do Carnaval por causa do samba, da festa e da energia do povo. Meu noivo, minha mãe e minha irmã, que é porta-bandeira da escola, vieram me prestigiar”, disse.

Fundada em 10 de outubro de 1983, a Império do Havaí trouxe como tema “Meu país tropical”. Durante o desfile, as alas da escola foram tomadas por figurinos que representavam desde a fauna e a flora brasileiras, como o clima do país e até mesmo o movimento musical Tropicália, surgido em 1967, que misturava estilos musicais e críticas à ditadura na época.

Por volta de 23h20, a Presidente Vargas, última a se apresentar pelo Grupo de Acesso B, manteve a energia dos foliões e o pensamento de que a festa só estava começando. Cantando o enredo “O Soldado Inabalável, Vestido com as Armas de Jorge. Carliomar Brandão, hoje Minha Águia te Dedica o Pavilhão!”, uma homenagem ao policial militar Carliomar Brandão.



Durante a finalização das escolas do Grupo de acesso B, as agremiações do Grupo de acesso A já se concentravam aguardando a entrada da primeira agremiação do grupo, prevista para 23h55, dando continuidade às apresentações até a madrugada deste sábado, 02/03.

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