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Força-tarefa que apura tragédia de Brumadinho recomenda afastamento de diretor-presidente da Vale e mais 13


Orientação é que Fabio Schvartsman e parte do grupo não tenham, inclusive, acesso a prédios da mineradora; descumprimento pode resultar em prisão, e Vale diz que recomendação será avaliada. Após rompimento de barragem em 25 de janeiro, 186 mortes foram confirmadas. 



Autoridades que trabalham na investigação da tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, recomendaram à Vale o imediato afastamento do diretor-presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, e outros 13 empregados da empresa do exercício de quaisquer funções e atividades no grupo Vale. 

Em 25 de janeiro, a barragem B1 da mina do Córrego do Feijão se rompeu. Até o momento, 186 mortos foram identificados e há 122 pessoas desaparecidas. 

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Força-tarefa que apura tragédia recomenda afastamento de diretor-presidente da Vale 

Caso a Vale não cumpra, a força-tarefa pode pedir à Justiça a adoção de medidas mais enérgicas, como a prisão das pessoas citadas no documento, que é assinado por integrantes do Ministério Público Federal, do Ministério Público de Minas Gerais, das polícias Federal e Civil e destinado ao Conselho de Administração da Vale. 

A força-tarefa pede também que Schvartsman e mais oito dos investigados sejam proibidos de entrar em prédios ou instalações da mineradora". Outra recomendação é para que o corpo de empregados da Vale não compartilhe assuntos de "teor estritamente profissional" com esses investigados. Veja a lista: 

· Fabio Schvartsman - diretor-presidente; 

· Gerd Peter Poppinga - diretor-executivo de Ferrosos e Carvão; 

· Lucio Flávio Gallon Cavalli - diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão; 

· Silmar Magalhães Silva - diretor de operações do Corredor Sudeste; 

· Alexandre de Paula Campanha - gerente executivo de Governança da Geotecnia Corporativa; 

· Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araujo - gerente de Gestão de Estruturas Geotécnicas; 

· Joaquim Pedro de Toledo - gerente executivo de Planejamento e Programação do Corredor Sudeste; 

· Cesar Augusto Paulino Grandchamp - geólogo vinculado à Gerência Executiva de Planejamento e Programação do Corredor Sudeste; 

· Rodrigo Artur Gomes de Melo - gerente Executivo do Complexo Paraopeba. 

Para outros cinco funcionários foi recomendado apenas o afastamento das funções no grupo Vale, sem estar expresso o impedimento de entrada no prédio. Veja nomes: 

· Felipe Figueiredo Rocha - vinculado à Gerência de Gestão de Riscos Geotécnicos; 

· Washington Pirete da Silva - engenheiro vinculado à Gerência de Gestão de Riscos Geotécnicos; 

· Renzo Albiero Guimarães Carvalho - gerente de Geotecnia, vinculado à Gerência Executiva de Planejamento e Programação do Corredor Sudeste; 

· Cristina Heloiza da Silva Malheiros - engenheira geotécnica vinculada à Gerência de Geotecnia, Responsável Técnica pela barragem B1; 

· Arthur Bastos Ribeiro - engenheiro geotécnico vinculado à Gerência de Geotecnia. 



Bombeiro conduz cão farejador em busca de vítimas no meio da lama em Brumadinho — Foto: Mauro Pimentel/AFP 

Nesse grupo estão alguns dos funcionários da Vale que chegaram a ser presos e diretores que tiveram o habeas corpus preventivo negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

A recomendação foi entregue em mãos aos advogados do Conselho de Administração da Vale no fim da tarde dessa sexta-feira (2). E, a partir dessa data, a mineradora tem dez dias para dizer se acata ou não as recomendações e apresentar informações relativas as providências a serem adotadas. 

Em nota a diretoria da Vale informou que as recomendações foram encaminhadas ao Conselho de Administração da companhia e serão analisadas pelo colegiado, dentro do prazo estabelecido. A mineradora disse, ainda, que coopera permanentemente com as autoridades encarregadas da investigação. 

Veja a íntegra da nota da Vale: 

"A diretoria da Vale coopera permanentemente com as autoridades encarregadas da investigação, fornecendo absolutamente tudo que lhe é demandado para instruir os procedimentos investigatórios em curso, tendo seus executivos e funcionários se colocado à disposição voluntariamente para prestarem depoimentos com o firme objetivo de auxiliar no esclarecimento das causas do lamentável rompimento da Barragem de Feijão. 

As reportadas recomendações conjuntas da Força Tarefa e Polícia Federal foram encaminhadas ao Conselho de Administração da companhia e serão analisadas oportunamente pelo colegiado, dentro do prazo estabelecido".

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