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Cemitérios apostam em atendimento humanizado para dar mais conforto aos visitantes

Em datas de grande movimentação, serviço personalizado busca oferecer comodidade a quem quer prestar sua homenagem

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Quem passa o dia das mães em um cemitério, geralmente não tem histórias muito boas para contar. Ônibus lotados, aglomeração de pessoas e a falta de estrutura para atender os visitantes transforma um dia que era para ser de homenagens, numa grande dor de cabeça. 

No meio de tanto descaso com o bem-estar, quem vai na contramão e oferece um atendimento humanizado e personalizado colhe os frutos. O cemitério-parque Recanto da Paz, por exemplo, apostou em facilitar a vida do visitante, atraindo até quem não tem familiares enterrados por lá.

A programação especial do cemitério começou logo pela manhã com celebrações ecumênicas e atendimento pastoral. Num espaço interativo, os visitantes podiam deixar suas homenagens personalizadas , além de Wi-Fi liberado até espaço kids.

Os visitantes curtiram as novidades. A professora Lucilete Monteiroa, de 48 anos, por exemplo, foi visitar o túmulo da mãe, no primeiro Dia das Mães em que ela não está presente fisicamente. Para ela, o atendimento diferenciado, mais que conforto, traz paz.

- Eu digo sempre que nós fomos abençoados de ter escolhido esse lugar para sepultar nossos entes queridos. Hoje, além da minha mãe, também temos um irmão aqui, e sentimos paz aqui. A gente sofre com a perda, mas o consolo é saber que nossos entes queridos estão guardados num lugar aconchegante e de paz. Me sinto até bem quando venho aqui – disse.

O motorista Giliarde Vieira, de 39 anos, também foi visitar o túmulo da mãe. Ele conta que sua única preocupação foi a homenagem a fazer.

- Fico feliz de chegar aqui e ter pessoas esperando a gente, dando um conforto que a gente pensa que só vai ter em casa. Foi ótimo vir aqui e trazer a família. Pessoas como as mães, mesmo que a gente perca, são eternas. Seguem vivas dentro do coração. O ambiente é muito tranquilo, fomos bem recebidos, além do suporte. Aquilo que não trazemos de casa, encontramos aqui. Só lamento não ter trazido as crianças para brincar aqui – brincou.

O superintendente operacional do cemitério, Paulo Barbieri, acredita que o bom atendimento e o serviço personalizado é minimamente digno diante da dor de alguém que está indo ao cemitério homenagear alguém certamente inesquecível.

- Acredito que o diferencial é tratar as pessoas como humanas, e não como apenas um número. Quando as pessoas se sentem acolhidas elas querem voltar, ou até mesmo passar o dia aqui, e isso é muito gratificante. Nós não precisamos oferecer todas essas comodidades, porque às vezes, quem vem não está nem interessado nisso, mas quando chega, e vê que tem um espaço interativo para homenagens, que tem outras coisas pensadas para dar conforto, a resposta é sempre positiva – concluiu.

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