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Idosos participam de curso de inclusão digital promovido pela SSP-AM


As terças e quintas-feiras são dias em que a rotina é diferente para o casal Maria Augusta de Oliveira Sampaio, de 57 anos, e Francisco Sampaio, 67. 

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Eles acordam cedo, se arrumam, beijam as filhas e seguem juntos para as aulas do curso de inclusão digital para idosos promovido pelo Departamento de Prevenção à Violência (DPV), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). O projeto atende um total de 120 idosos que participam de aulas de informática básica.

A participação no curso serviu de estímulo para que eles passassem a interagir mais com os familiares. Os idosos estão aprendendo a fazer tarefas envolvendo computadores e celulares – atividades que antes eram feitas com a ajuda das filhas. O curso deu a oportunidade para o casal superar junto a distância da tecnologia.

“Estou em família, porque está o meu esposo no curso junto, e as nossas dificuldades vamos superando. O que eu aprendo, passo para ele, que também me ensina. Até servimos de exemplo para os nossos filhos, porque deixa a família mais feliz: ‘Olha, meu pai e minha mãe estão aprendendo algo, buscando um sonho, um aprendizado’”, relatou a pedagoga Maria Augusta Sampaio.

Ela, que também concluiu o curso de Pedagogia após os 50 anos, relatou os benefícios do curso de inclusão digital promovido pela SSP-AM e disse que a participação nas aulas “é um estímulo para o cérebro e eleva a autoestima”.

“Primeiro é a oportunidade de aprender algo, você tira suas dúvidas, se sente mais útil. Nós precisamos no dia a dia estar inseridos na tecnologia, pelo menos sabermos o básico, porque vivemos em uma sociedade que nos cobra isso”, contou.

Inclusão – O casal faz parte dos 120 idosos que participam das aulas do curso de inclusão Digital, que acontecem na Academia de Polícia (Acadepol), nas dependências do Instituto Médico Legal (IML), na zona norte.

“O que nós buscamos com o Inclusão Digital é reinserir os cidadãos da terceira idade no mercado de trabalho, combatendo a ociosidade com um curso de informática”, explicou o chefe do DPV, capitão Diego Paiva.

Para o autônomo Raimundo Alves, 60 anos, o diferencial do curso de inclusão digital para idosos é a metodologia aplicada.

“O curso de informática de inclusão digital é diferenciado dos outros que eu já fiz. Já tenho um conhecimento de informática e estava com um programa de 2003, mas aí mudei para o de 2016 e fiquei quase que perdido. Aqui eu estou me achando, o professor aqui é bom, a didática é boa porque é passo a passo. Os cursos fora daqui são muito rápidos, e nós, da terceira idade, precisamos desse passo a passo, senão a gente não acompanha”, disse.

Conteúdo – O curso é dividido em duas turmas, de níveis básico e avançado. No nível básico, os idosos aprendem desde o conceito inicial de como surgiu o computador até operações matemáticas executadas no programa Excel. No nível avançado, os alunos aprendem programação lógica, trabalhando o lado cognitivo com incentivo à memória.

“Eles não vão precisar da ajuda de filho, de netos, enfim, de parentes, e vão se sentir autônomos, como gostam de se sentir”, disse o instrutor Jonathas Loreto.

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