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Com dívida de R$20 milhões, sócio pede Junta Governativa no Caprichoso


Sócio João Vinícius Lago pediu que eleição para presidente seja cancelada e sugeriu intervenção do governo, prefeitura e TCE, no boi.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

DEAMAZÔNIA PARINTINS, AM - Com uma assembleia geral tumultuada na quarta-feira (07/8), que foi terminar na Justiça de Parintins, o advogado e sócio João Vinícius Lago propôs que a eleição do Caprichoso seja cancelada e que os sócios aclamem a composição de uma Junta Governativa para administrar a associação cultural por até dois anos (2020/2021).

João Vinícius justifica seu pedido de intervenção diante de um caos financeiro que se abateu sobre o Caprichoso na gestão do atual presidente Babá Tupinambá em que 90% do patrimônio do boi está em leilão e penhoras e uma dívida milionária trabalhista na Justiça.

O sócio relacionou que os galpões de alegorias e de tribos, a escolinha de artes, curral Zeca Xibelão e o clube de campo Caprichoso estão em processo de execução e outros em leilão. “Apenas o escritório do boi não está penhorado”, advertiu.

“Se as coisas continuarem como estão, o que se anuncia, na verdade, é um prejuízo não somente para o Caprichoso, mas para a própria cidade de Parintins, que terá prejudicado o seu Festival, afinal, se um boi não tem condições de entrar na arena, não tem disputa, não tem Festival”, afirma João Vinicius Lago.

Lago afirma ainda que a dívida acumulada atualizada do Caprichoso ao longo de 10 anos, decorrente de processos judiciais, cíveis e acordos trabalhistas não cumpridos, é equivalente a R$ 20 milhões. Na assembleia geral o presidente anunciou que a dívida seria de R$ 8 milhões.

Desse modo, João Vinícius prevê que o boi Caprichoso tem uma ameaça iminente de não participar do Festival de 2020, num prejuízo a cidade e ao Amazonas. Ele pediu que o Governo do Estado, a Prefeitura de Parintins e o TCE façam uma intervenção na agremiação azul e branca no sentido de "salvar" o Festival do ano que vem.

“É necessário a intervenção urgente dos organizadores do Festival. Prefeitura, Governo do Estado, Tribunal de Contas do Estado, entre outros, precisam atuar com firmeza para que se dê transparência às contas dos bois e ponham um fim nessa farra com dinheiro público”, acrescenta.

ASSEMBLEIA GERAL

Na quarta-feira (07/8), a diretoria declarou em assembleia geral do boi a aprovação das contas de Babá Tupinambá e do vice Jender Lobato sob protestos de sócios. Houve bate boca e muita confusão. A assembleia aconteceu no auditório dom Arcangelo Cerqua, na avenida Nações Unidas, Centro de Parintins, porque a energia elétrica do curral Zeca Xibelão foi cortada pela Amazonas Energia por falta de pagamentos. 

O caso foi parar na Justiça de Parintins. O candidato a presidente Karu Carvalho foi à Justiça pedir que Babá entregue os balanços financeiros da prestação de contas 2019 para serem avaliadas. Não apoiaram a forma como foi conduzida a assembleia prestação de contas os ex-presidentes Dodó Carvalho, Geraldo Medeiros e Márcia Baranda.

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