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Se o governador quiser pagar para ver vai amargar mortes de pacientes, alerta o presidente do ICEA

O alerta em tom de desafio foi feito ao governador Wilson Lima, pelo presidente do Instituto de Cirurgiões do Amazonas ICEAM, que mantém a greve parcial por conta do não pagamento aos médicos cirurgiões pelo governo do Amazonas.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A entrevista concedida hoje, o presidente do ICEAM, médico cirurgião José Francisco, voltou a contestar os pagamentos que o governador garantiu ter efetuado, em nota, à categoria semana passada. 

Segundo Francisco, o governo, para desacreditar a categoria, está passando através de informação aos diretores de unidades dos SPA`s, que façam o número de atendimento que são registrados procurando cirurgião. Numa tentativa de jogar a culpa aos cirurgiões.

“A população não é burra. A população sabe que não há cirurgião porque nós estamos informando. O governo do estado ao invés do que está dizendo para que tente justificar mais tarde que a não há necessidade de cirurgião nos SPAs, ele tem que procurar o número de pessoas das UPAs e dentro dos prontos socorros que nós estamos atendendo”, revelou. 

O presidente alertou. “se o senhor governador, estou falando direto para o senhor. Se o senhor quiser pagar para ver, eu lhe garanto que o senhor vai ter que amargar mortes, com pacientes passeando dentro de ambulâncias, até chegar as unidades de urgências, muitas vezes, com a gravidade da lesão, não vão ter tempo de chegar vivos nos hospitais.”

Nos vamos continuar atendendo os prontos socorros Platão Araújo, 28 de agosto e João Lúcio, de acordo com escala de Manchester, somente o amarelo, vermelho e alaranjado que é o que é preconizado nos hospitais. Os SPA´s continuam sem cirurgião e as maternidades, e prontos-socorros infantis continuarão funcionando normalmente”, explicou o presidente do ICEAM.

Sobre a multa anunciada pelo governo, se persistir a greve, José Francisco, ele entende como uma força do governo, mas segundo informou, não está contrariando o código de ética médica e a Lei 866. Nos mantemos o principio o direito a verdade e quando fazemos, com provas, argumentos e mostrando o que nos falamos é verdade”, disse o médico com relação a dívida do governo com a categoria.

Fonte: Portal Flagrante

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