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Arrocha de Guto Lima abre o terceiro dia do Festival Passo a Paço

O terceiro dia de Festival Passo a Paço 2019 começou esquentando no clima de arrocha: o célebre “rei” do gênero, Guto Lima, levou seu repertório potente para o público do evento no começo da noite deste sábado, 7/9, reunindo uma multidão no Palco da Banana, dentro do Porto de Manaus. O evento é organizado pela Prefeitura de Manaus.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Depois de cantar sucessos como “Chifre não é asa” e “Solteiro não trai”, o cantor amazonense encerrou o show lançando DVDs gratuitos em direção à plateia.

“Estou aqui pela primeira vez e fico feliz em participar desse evento que reúne grandes artistas e ser um deles. Agradeço também ao carinho dos amazonenses que vieram me prestigiar e de outros Estados também”, afirmou Guto.

No público, a aposentada Socorro Menezes, 63, aproveitou o show. “Eu adoro o Guto Lima, e também sou fã do pai dele. Eu vim do Coroado só para assistí-lo”, comentou ela, que disse também já ter visto a Roberta Miranda, Ludmila e no aguardo por Zeca Pagodinho.

Acessibilidade

Quem também foi somente prestigiar o “rei do arrocha” foi a dona de casa Nadir Braga Saldanha, 52, que levou o marido usuário de cadeira de rodas. “Achei ótimo este espaço reservado. Eu já vim em outras edições, mas ele veio pela primeira vez, e ficamos felizes em poder assistir o show tranquilamente”, ressaltou.

Hip-hop e força feminina

Antes do arrocha, quem abriu a programação do terceiro dia no Palco da Banana foi a dupla Lary Go & Strela, que comandou o palco com seu hip-hop autoral.

Com músicas que abordam a representatividade feminina e o cotidiano manauara, as artistas levaram diversos convidados ao show, como o DJ Rani, o grupo de dança Virtuous Girls, e participações especiais de Catarina Eduarda, Karen Francis, Bombartick Rodrigues e Iago Banjar.

“Essa foi a nossa primeira vez nos apresentando no Festival e achamos maravilhoso. É muito bom ver o nosso trabalho sendo reconhecido, levando a voz da periferia, das mulheres e da zona Norte para todos”, declaram as artistas.

Pelo Palco da Banana ainda passará hoje a última atração nacional do local, Baco Exu do Blues.

Plataforma Malcher

Mostrando suas influências de pop rock e MPB, o cantor manauara Santaella fez sua estreia no Palco Plataforma Malcher. No repertório do show, houve espaço tanto para canções autorais, como “Fundo em branco”, “Nunca limite”, “Estado natural”, “Vinte minutos” e “Hemisfério hostil”, quanto para versões de Djavan, Tim Maia, Beyoncé, Alicia Keys, John Mayer, Bruno Mars, entre outros.

As estudantes Thais Ribeiro, Carina Castro e Michele Silva dançaram ao ritmo do cantor. “O bom desse festival é que tem música para todos os gostos. Impossível não gostar de uma apresentação como essa! Quando dão mais valor aos artistas locais, é isso que acontece: só alegria!”, disse Carina.

Pela Plataforma Malcher, passarão ainda nesta noite o cantor Zeca Pagodinho e o grupo Liniker e os Caramelows, encerrando as apresentações do dia.

Coreto

Queridinho pelo público, o palco Coreto, na Praça Dom Pedro II, é uma boa pedida para quem quer ficar mais próximo aos artistas. Neste sábado, o palco abriu a programação com o ecletismo dos irmãos Raulnei e Rainier de Carvalho. Os irmãos revezaram canções brasileiras, indo do rock a toada, e contextualizando com o cenário político atual.

Em seguida, vestido de amarelo em alusão ao Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, o cantor Dan Stump foi o segundo a subir no Coreto. Com seu delicado folk alternativo, Dan atraiu aqueles que passeavam pela praça e os convidou, através da melodia, a um momento de reflexão musical.

A cada nota entoada e um discurso de defesa pelas causas humanitárias, a plateia correspondia com palmas e gritos. Dan entoou canções autorais, além de interpretar outros artistas, como Cazuza e Elis Regina. O cantor também agradeceu ao público pelo envolvimento e deixou uma mensagem de apoio à preservação da Amazônia, bem como do ser humano. “Cuidem dos seus. Cuidem da sua saúde mental, não só nesse mês de setembro, mas no ano todo”, disse. 

Nos intervalos de cada apresentação, o grupo Gandhicats animava o público com uma performance de dança.

Museu e Mundo Giramundo

Outro local que tem recebido centenas de pessoas durante os quatro dias do Passo a Paço é o Museu da Cidade, que está com visitação aberta de 16h as 21h, com última entrada as 20h20.

"Faz dois anos que não vinha ao Paço da Liberdade [agora Museu da Cidade de Manaus], e como ele mudou. A gente sente, por exemplo, as exposições mais próximas e aquela aproximação do passado”, disse o gastrônomo Bruno Moura.

Outro espaço que tem sido explorada é a exposição Mundo Giramundo, onde várias pessoas estão conhecendo o fabuloso mundo do teatro de bonecos.

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