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'Tentei pular do 3º andar e estou quebrada', diz mulher que se salvou do fogo no Hospital Badim

RIO - Gigiani dos Santos, de 24 anos, é acompanhante de idosos e estava no Hospital Badim na noite de quinta-feira, 12, para auxiliar Maria Alice Teixeira da Costa, de 76 anos, internada desde segunda-feira, após sofrer três acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Elas estavam no terceiro andar do prédio mais antigo do complexo médico, onde houve um incêndio com 11 mortos.

Alguns pacientes são transferidos às pressas após incêndio no Hospital Badim
Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Quando Gigiani tentou fugir do fogo usando os corredores e a escada, as chamas já haviam se alastrado e a fumaça dificultava a visão. Mas na janela havia uma “teresa”, como é conhecida a corda improvisada com toalhas amarradas umas às outras, e a acompanhante da idosa decidiu descer por ela. Acabou escorregando, quebrou os dois tornozelos e, ainda no chão, mandou mensagem de áudio pelo WhatsApp pedindo ajuda a amigos. “Gente, o hospital (em) que eu estava tomando conta de uma senhora está pegando fogo. Eu tentei pular do terceiro andar e estou toda quebrada no chão no Badim, aqui no Maracanã. Pelo amor de Deus, me ajuda!”, clamou.

A acompanhante de idosos foi socorrida e levada ao hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão (zona norte), onde está internada e será submetida a cirurgia. Maria Alice foi uma das 11 vítimas do incêndio. Ao todo, 77 pacientes foram remanejados para 12 hospitais. Além deles, 15 pessoas foram para as próprias casas.

As outras vítimas do fogo no complexo do Maracanã são Luzia dos Santos Melo, de 88 anos; Virgílio Claudino da Silva, de 66; Ana Almeida do Nascimento, de 95; Irene Freitas, de 83; Berta Gonçalves Berreiros Sousa, de 93; Marlene Menezes Fraga, de 85; Alayde Henrique Barbieri, de 96; Darcy da Rocha Dias, de 88; José Costa de Andrade, de 79 anos; e Ivone Cardoso, cuja idade não foi divulgada.
“Vi a morte”

Maria Costa, de 75 anos, é outra sobrevivente do incêndio. Ela estava internada e, ao constatar a gravidade da situação, decidiu sair de seu quarto em busca do caminho da saída. Maria teve a sorte de conseguir chegar à escadaria que a levou para fora do prédio. “Eu vi a morte. Se não levanto, eu não estava viva agora. Chegou uma hora (em) que eu não tive respiração nem voz para gritar. Fui procurando saída, mas não conhecia o hospital para descer uma escada. Aí chegou na frente e eu falei: ‘Deus, Jeová’. Achei uma porta, a abri a maçaneta e consegui chegar em uma escada”, afirmou à TV Globo a idosa, que agora está internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Gaffrée Guinle, na Tijuca.

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