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Bolsonaro sabia de depoimento de porteiro e acusa Witzel de conduzir caso

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quarta-feira (30/10), que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), o avisou no início de outubro sobre o depoimento em que um porteiro do Condomínio Vivendas da Barra cita o nome do chefe do Palácio do Planalto, no âmbito das investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes.

Foto; Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

"No dia 9 de outubro, às 21 horas, eu estava no Clube Naval do Rio de Janeiro quando o governador Witzel chegou para mim e disse: "o processo está no Supremo, comentou o presidente a jornalistas, em Riade (Arábia Saudita). "Que processo? O que eu tenho a ver? E o Witzel disse que o porteiro citou meu nome. Ele sabia do processo que estava em segredo de Justiça", acrescentou.

Assim como na live feita na terça-feira (29/10), Bolsonaro voltou a atacar Witzel e o acusou de "conduzir" as investigações do caso. "Agora eu pergunto ao governador Witzel: você sabia? Esse processo corre em segredo de Justiça. No meu entendimento, o senhor Witzel está conduzindo esse processo para manchar meu nome com essa falsa acusação", criticou.

O presidente ainda comentou que "no meu entendimento, o senhor Witzel estava conduzindo o processo com o delegado da Polícia Civil pra tentar me incriminar ou pelo menos manchar o meu nome com essa falsa acusação, que eu poderia estar envolvido na morte da senhora Marielle". 

Reportagem divulgada na terça-feira pelo Jornal Nacional revelou que um porteiro do condomínio no Rio onde moravam o presidente e o ex-policial Ronnie Lessa, um dos acusados de matar Marielle Franco, mencionou Bolsonaro em depoimento. Segundo o porteiro, o outro acusado do crime, Élcio de Queiroz, teria alegado que iria até a casa de Bolsonaro. O encontro teria sido horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018. Bolsonaro, no entanto, estava em Brasília nesse dia.

Como consequência da revelação do depoimento, Bolsonaro procurou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para que o porteiro seja ouvido pela Polícia Federal. "Estou conversando com o ministro da Justiça para a gente tomar, via Polícia Federal, um novo depoimento desse porteiro pela PF para esclarecer de vez esse fato, de modo que esse fantasma que querem colocar no meu colo como possível mentor da morte de Marielle seja enterrado de vez."

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