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Fernández se reúne com Macri para discutir transição na Argentina

O presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, chegou ao palácio presidencial em Buenos Aires na manhã desta segunda-feira para se reunir com o atual líder, Mauricio Macri, com o intuito de discutirem a transição do poder, sob o olhar atento dos mercados financeiros.

Presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, chega à Casa Rosada, em Buenos Aires
Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

O peronista Fernández foi eleito no domingo, vencendo o neoliberal Macri em um resultado que levou a terceira economia da América Latina de volta a um governo de esquerda em meio a uma crise financeira e temores sobre um aumento do endividamento.

Fernández enfrenta um grande desafio para revitalizar a economia argentina, que ficou em recessão por grande parte do ano passado, enquanto enfrenta uma montanha crescente de pagamentos de dívidas em meio a preocupações de que o país possa ser forçado a um calote.

Investidores, que acompanharam de perto as reviravoltas da eleição, agora estão em busca de sinais de Fernández sobre as prováveis políticas econômicas e a composição de sua equipe.

O peso argentino abriu em alta de 0,4% nesta segunda-feira. Pouco antes da abertura dos mercados locais, traders disseram que o banco central da Argentina iria leiloar 50 milhões de dólares a 59,999 pesos por dólar para ajudar a estabilizar a moeda.

Os argentinos colocaram o país em uma direção diferente depois dos quase quatro anos de Macri, que tentou impulsionar reformas de mercado, mas que enfrentou uma forte desaceleração da economia desde o ano passado.

"A verdade é que estou feliz com a mudança, não queríamos continuar com o mesmo governo e espero que as coisas mudem um pouco agora para todos, porque estava ruim", disse Ramora Pérez, de 61 anos, em Buenos Aires.

Na segunda-feira, os mercados e o peso estavam calmos, ajudados em parte pelo tom conciliatório entre os dois candidatos e sua reunião nesta manhã, além de controles mais rigorosos sobre a moeda que entraram em vigor nas primeiras horas da manhã.

As autoridades argentinas estão se preparando para negociações difíceis com os credores de mais de 100 bilhões de dólares em uma dívida soberana, que se tornou dolorosamente cara para o país.

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