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Diretora do Lar Batista Janell Doyle recebe homenagem em Brasília pelo trabalho de mais de 23 anos em prol da causa infanto-juvenil

Quem vê a psicóloga Magaly Araújo, com sua fala carinhosa, sorriso e braços sempre abertos, pode até associá-la à imagem de uma mãe, só não imagina que os filhos são mais de 5 mil. Esse é o número de acolhidos que já passaram pelo Lar Batista Janell Doyle, abrigo que fundou em 1996 para assistir crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social na cidade de Manaus. O trabalho de uma vida inteira de engajamento com a causa infanto-juvenil rendeu-lhe nesta semana, em Brasília, uma homenagem do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA).

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A honraria ocorreu durante o Seminário "Transversalidade das Políticas Públicas para a Proteção e Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente'' e emocionou Magaly, que já recebeu homenagens na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), além de ter recebido o Prêmio Mulher Notável em 2009, promovido pelo Rotary Club.

“Essa homenagem em Brasília foi significativa, porque vem como reconhecimento pelos 23 anos que a gente atua na proteção e defesa das crianças e adolescentes. Então, foi muito emocionante e muito recompensador. Estou muito feliz e me sentindo honrada”, disse.

Mãe biológica, mãe adotiva e mãe de consideração para muitos que estiveram sob seus cuidados ao longo das últimas décadas, Magaly dedica integralmente seu tempo a ações de acolhimento e assistência social no Terceiro Setor. Localizado no bairro Mauazinho, na zona Leste de Manaus, o abrigo dirigido pela psicóloga é considerado um dos principais da Região Norte e tem sua notável trajetória narrada em livro, “Um sonho de amor – A história do Lar Batista Janell Doyle”, lançado em 2018.

Sua história como diretora do abrigo também faz parte da história da assistência social no Amazonas, em virtude do importante legado de transformação social construído pela instituição. Atualmente, entidade desenvolve três programas: Acolhimento institucional em regime de abrigo; Serviço de convivência e fortalecimento de vínculos (SCFV); e Abordagem Social Reame, que atua com pessoas em situação de rua. O SCFV ainda promove os projetos Sonho de Criança, Meu Futuro (para adolescentes), Mães em Ação (para mães jovens), Vida em Movimento (idosos), Nutrir (bebês até 3 anos), Restituindo Casas e Reconstruindo Vidas (para famílias).

Nesses anos de trabalho social à frente do Lar Batista Janell Doyle, Magaly já ajudou inúmeras crianças e adolescentes que, ainda no início de suas vidas, enfrentaram as mais duras situações: negligência, abandono, violência sexual, maus tratos e adoção ilegal, para citar apenas algumas. Nada disso foi capaz de abalar determinação da mulher que hoje coleciona histórias felizes dos tantos filhos que amparou.

A vontade de cuidar dos pequenos foi além e o trabalho de Magaly também. Por isso, em seu currículo também acumula os títulos de fundadora do Núcleo de Assistência à Criança e à Família (NACER), conselheira do Conselho Estadual de Assistência Social do Amazonas, co-fundadora do Grupo de Apoio aos Pais Adotivos no Amazonas (GAPAM) e ex-coordenadora da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) no Amazonas, sendo ela a responsável pela implantação da rede no Estado, em 2009.

Por formação, além de psicóloga, Magaly é bacharel em teologia, técnica em enfermagem e especialista em responsabilidade social. Mas, poderia ser chamada apenas de mãe. Afinal, ser mãe é chamar para si a maior e mais importante das responsabilidades.

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