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Técnicos do Ministério da Saúde visitam UBS Fluvial Dr. Antônio Levino

Representantes da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde, visitaram, na manhã desta quarta-feira, 19/2, a Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) Dr. Antônio Levino, da Prefeitura de Manaus, ancorada no porto de São Raimundo, na zona Oeste, durante preparativos para mais uma viagem da equipe. Marco Aurélio Santana da Silva e Dirceu Klitzke, coordenador-geral adjunto de Financiamento da Atenção Primária da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde, conheceram detalhadamente os serviços oferecidos pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) às comunidades ribeirinhas de Manaus.

Foto: Divulgação / RDC

“A visita técnica dos representantes da Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde às nossas UBSs fluviais é muito importante, para que eles conheçam a realidade dessas áreas, que é muito diferente do funcionamento das unidades em áreas urbanas, bem como a dinâmica do trabalho e quais são os principais problemas enfrentados. As distâncias, as formas de deslocamento, tudo é diferenciado. É muito importante para que cada vez mais as políticas do Ministério da Saúde atendam as nossas especificidades, de forma que possamos atender os usuários das comunidades longínquas, de forma semelhante, dentro do nosso município”, disse a assistente social Ângela Nascimento, diretora do Departamento de Atenção Primária (DAP) da Semsa.

Durante a visita, os técnicos ouviram explicações sobre a rotina das equipes e os processos de trabalho para assegurar atendimento de qualidade e de forma organizada às famílias que vivem nas áreas mais remotas. A enfermeira Nazaré Jacquiminout, que há 20 anos atua na zona ribeirinha, fez um relato dos procedimentos adotados desde a chegada da UBSF em cada uma das cinco comunidades da Calha do Rio Negro e seis do rio Amazonas, para que os moradores recebam o atendimento que necessitam.

“Nosso pessoal que trabalha nos pontos de apoio faz todo um trabalho de identificação junto às famílias de cada território de abrangência das comunidades para, no dia da chegada do barco, o que acontece uma vez por mês, a equipe do barco saiba qual atendimento será prestado. A área ribeirinha precisa ser vista como diferenciada em tudo”, ressaltou a enfermeira. 

Dirceu Klitzke solicitou à equipe técnica da Semsa que envie dados sobre os custos totais para o funcionamento dos barcos e se comprometeu a avaliar formas de aperfeiçoar o serviço. “Acredito que o ponto de partida seja uma pesquisa minuciosa em todas as áreas de cobertura nas áreas ribeirinhas, para que tenhamos uma ideia geral das necessidades e a partir de então pensar em formas de financiamento para esse tipo de atendimento”, sugeriu.

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