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Wilker quer explicações do Governo do AM sobre chamamento público de OS para administrar HPS 28 de Agosto

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) abriu chamada na última segunda-feira, dia 17, para contratação de uma Organização Social (OS) para o gerenciamento do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, na Av. Mário Ypiranga (bairro Adrianópolis). O comunicado divulgado no Diário Oficial do Governo do Amazonas indignou o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), que alertou que a parceria pode trazer prejuízos à população, assim como ocorre atualmente no Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz, na Av. Torquato Tapajós, que funciona apenas com 37% de sua capacidade.

Foto: Divulgação / RDC

Diante do chamamento público do Governo, o líder da minoria afirmou que vai solicitar uma reunião da Comissão de Saúde, presidida pela deputada estadual Mayara (PP), para explicar a necessidade da contratação de uma OS para o HPS 28 de Agosto, a ser firmado em março de 2020. Isso porque, é necessário a empresa comprovar de forma técnica sua habilidade em promover e regular o serviço de saúde ao povo do Amazonas.

“A unidade mais cara do Amazonas, o Delphina, que custa mais de R$14 milhões ao mês, está há 10 meses funcionando com apenas 37% de sua capacidade e começa a ficar com a estrutura comprometida. Mesmo diante deste absurdo, o Governo do Amazonas quer dar continuidade à contratação de OS e, desta vez, abre chamamento para o 28 de Agosto. É um risco para a sociedade e a Comissão de Saúde precisa urgentemente se reunir para entender os motivos do Governo querer realizar essa contratação. Mais que isso, saber os impactos desta parceria mediante ao atendimento”, disse o deputado.

Os dados revelam que mais de mil pessoas procuram o Hospital 28 de Agosto por dia, sendo deste montante uma média de 300 pacientes do interior, totalizando mais de 30 mil indivíduos por mês.

Contrato de OS com Delphina

O Governo do Amazonas assinou contrato com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) em março de 2019 para administrar o Complexo da Zona Norte. A promessa da parceria era de operar a unidade de saúde em sua plenitude até agosto, com a realização de um maior número de cirurgias, procedimentos e colocar para funcionar 312 leitos, ou seja, 170 a mais. 

O contrato com o Delphina ainda previa a reativação dos leitos e implantação de novos serviços por etapas. Na primeira, prometida para abril do ano passado, deveriam ter sido ativados todos os 50 leitos de UTI. Além disso, era previsto para o mesmo mês a reabertura de duas salas cirúrgicas, sendo uma para procedimentos de emergência e outra para as cirurgias eletivas. Para o mês de maio, foi anunciado a abertura de serviços ambulatoriais, como de urologia, ginecologia, além de mais salas de cirurgia. A realidade, com o passar do tempo, é outra.

Estão desativados completamente o quarto e quinto andar do hospital, e parcialmente desativados o terceiro e sexto andar (lado B e A, respectivamente). Assim, apenas 137 leitos estão ativos e 175 inativos. As salas cirúrgicas também não correspondem ao contrato. Isso porque, do total de 11, apenas duas estão em pleno funcionamento, um déficit de 1.300 cirurgias ao mês.

“Fiquei muito triste em ver que o sexto andar está com o teto deteriorado, além disso, o segundo andar está sem leitos e não há ampliação dos serviços. Se é desta forma que iria melhorar o atendimento à população, infelizmente, está só piorando e quem vendo sofrendo é o povo”, frisou Wilker Barreto. 

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