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Cônsul diz que China está tomando medidas para recuperar economia

O cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Yang, disse hoje (6) que, desde o surgimento do coronavírus (Covid-19), o seu país está tomando as medidas necessárias internamente para recuperar o mais rapidamente possível a economia, e que essas medidas se estendem às empresas chinesas que operam no Brasil. “Estamos ajudando as empresas chinesas no Brasil para que elas possam recuperar as suas atividades o mais cedo possível para ajudar a recuperar a economia brasileira também”, disse.

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 Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Li Yang admitiu que, no curto prazo, a ocorrência da epidemia causou impacto, especialmente para os compradores que não estão podendo receber os produtos da China. Ele estimou, no entanto, que em breve essa questão pode ser resolvida “Até abril, maio, esta situação vai melhorar, e o fornecimento de suplementos chineses estará resolvido”.

O cônsul fez uma palestra no encontro Novo Coronavirus: Porque a China pode controlar a epidemia em um tempo relativamente curto, organizado pelo Núcleo de Estudos Brasil-China, da FGV Direito Rio, no Rio de Janeiro.

Impactos

O coordenador do Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV Direito Rio, Evandro Menezes de Carvalho, avaliou que os impactos do coronavírus na economia chinesa são inevitáveis, e que ainda é cedo para uma previsão de crescimento em 2020. No entanto, apontou que se a China conseguir fechar o ano com 5,8% de crescimento, terá alcançado um bom resultado.

“Não se sabe ainda valorar. Não se pode dizer ainda quanto isso vai impactar no PIB chinês. Uns dizem que vai ser crescimento de 5%, outros de 5,8%. Se for isso, vai ser bom, porque se não fosse o coronavírus acho que a China ia crescer 6%, então, 5,8% seria um bom crescimento, mas ainda é cedo para falar, muito embora, o governo tenha condições e recursos econômicos suficientes para recuperar o dinamismo da economia e reduzir o impacto negativo na economia doméstica. Se isso ocorrer vai ser bom para o mundo inteiro”, disse.

O cônsul Li Yang disse que o presidente da China, Xi Jinping, tem duas prioridades neste momento: o combate ao coronavírus e o funcionamento da economia chinesa, que já enfrenta os efeitos da infecção. “O presidente Xi Jinping vem dirigindo, pessoalmente, a luta contra a epidemia, e enfatiza, repetidamente, que a vida, a saúde e a segurança das pessoas devem estar acima de qualquer outra coisa”, afirmou.
Casos

De acordo com o cônsul, as medidas adotadas pelo país vem surtindo efeito e o resultado é a melhoria no patamar dos registros da doença. Os casos curados saíram de 632 em 3 de fevereiro para 53.726 em 5 de março. Em hospitais ainda há 23.784 pessoas em tratamento. Os novos casos confirmados, que eram 800, passaram para 17, sem considerar os da província de Hubei, no centro da China, que alcançam 143, que caíram de 2.345 em 3 de fevereiro para 126 em 5 de março. Já os casos de mortes aumentaram de 425 para 3.042.

Entre as medidas de emergência adotadas pelo país, Li Yang destacou a utilização e a produção dos kits de detecção rápida do coronavírus e de aparelhos portáveis para a leitura dos kits. Segundo ele, isso permitiu chegar a lugares de mais difícil acesso.
Transparência

O coordenador do Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV Direito Rio, Evandro Carvalho, ressaltou a transparência com a qual a China vem tratando do assunto. Para ele, o fato do país ter compartilhado informações sobre a evolução da doença para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e de ter reconhecido que o coronavírus representava um problema sério, contribuiu para o melhor combate à infecção.

Para o professor, esse comportamento mostra responsabilidade. “Isso foi seguido depois de medidas. Houve um processo que serve de reflexão. Não tapou o sol com a peneira”, disse.

Cooperação

Além das ações internas, a China está atuando também em outros países. O Irã recebeu uma equipe de especialistas para ajudar no combate à doença naquele país, que vem anotando alto número de casos. O cônsul informou que a China também vem cooperando com a Itália, onde os registros também são elevados.

Li Yang disse que a China também tem mantido contato frequente com autoridades brasileiras que estão à frente do combate à epidemia. “Se a parte brasileira tiver necessidade, a parte chinesa vai ajudar, sem problemas”.

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