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CPI poderá investigar uso de computador da Câmara em disparo de fake news

A CPI Mista das Fake News deve votar em reunião nesta quarta-feira (11), às 13h, uma série de requerimentos para investigar o uso da internet e de redes sociais na disseminação de notícias falsas. Cinco deles pretendem apurar se computadores do gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em Brasília foram usados para “propagar difamações” contra adversários políticos.

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, que investiga a divulgação de notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual, realiza reunião de liberativa para apreciação de requerimentos.  Mesa: relatora da CPMI das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA); presidente da CPMI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA).  Bancada: senador Esperidião Amin (PP-SC);  deputada Caroline de Toni (PSL-SC);  deputado Rui Falcão (PT-SP);  deputada Natália Bonavides (PT-RN);  senador Humberto Costa (PT-PE).  Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Um documento encaminhado neste mês pelo Facebook (empresa que administra a rede Instagram) revela que o perfil “@Bolso_Feios” foi criado a partir de um IP (número de identificação de um computador na internet) registrado na Câmara dos Deputados. O e-mail usado para o cadastro do perfil é de um assessor de Eduardo Bolsonaro.

Em três requerimentos, a deputada Natália Bonavides (PT-RN) pede que Facebook, Instagram e Twitter identifiquem todas as contas vinculadas a e-mails e telefones relacionados ao gabinete do parlamentar. Ela também solicita o acesso a todo o conteúdo publicado pelos perfis.

Já a relatora da CPI, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), apresentou um requerimento para que a plataforma Google transfira informações sobre o e-mail usado pelo assessor parlamentar. Além disso, ela pede que a Diretoria de Inovação e Tecnologia da Informação da Câmara preste “informações detalhadas” sobre o uso da internet em computadores registrados no gabinete de Eduardo Bolsonaro.

Eleições de 2018

Outros 26 requerimentos pretendem investigar a existência de uma rede para o envio em massa de mensagens falsas nas eleições presidenciais de 2018. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) solicita a quebra do sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Hans River do Rio Nascimento. Ex-funcionário de uma empresa especializada em marketing digital, ele repassou ao jornal Folha de S.Paulo uma relação de 10 mil nomes de pessoas “bombardeadas” pelo disparo de mensagens. Em depoimento à CPI , Hans Nascimento acusou a jornalista responsável pela reportagem ter “insinuado o oferecimento de serviços de cunho sexual em troca de informações”. Para Alessandro Vieira, o depoente pode ser indiciado por falso testemunho.

Segundo a reportagem da Folha, uma série de agências de marketing digital foram usadas na rede de disparos em massa. A deputada Natália Bonavides pede a quebra do sigilo bancário e fiscal das empresas Dot Group Participações; SMS Market Soluções Inteligentes; Quick Mobile Desenvolvimento e Serviços; Croc Services Soluções de Informática; Yacows Desenvolvimento de Software; SMS Market Soluções Inteligentes; Maut Desenvolvimento de Software; Deep Marketing; e Kiplix Comunicação Digital. A parlamentar requer ainda o acesso ao teor das mensagens disparadas. Ela também pede a quebra do sigilo bancário e fiscal dos irmãos Lindolfo Antônio Alves Neto e Flávia Alves, proprietários das empresas Yacows, Deep Marketing e Kiplix.

O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) apresentou uma série de requerimentos para aprofundar as investigações sobre as agências de Lindolfo Antônio Alves Neto e Flávia Alves. Ele quer que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informe quais candidatos nas eleições de 2018 prestaram contas de pagamentos a essas empresas e que o Poder Judiciário determine busca e apreensão nas sedes das três firmas. O parlamentar também sugere a quebra do sigilo de dados das contas de usuários e a quebra do sigilo profissional das empresas Yakows, Deep Marketing Kiplix.

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