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Empresas buscam formas de adaptação em meio a crise do Corona Vírus no Amazonas

Na busca por um ponto de equilíbrio que englobe a segurança dos colaboradores e a necessidade de continuar ativas, empresas mudam processos para sobreviver na crise.
A pandemia do Covid-19 chegou ao Brasil e alterou a rotina da população, que em grande maioria, está engajada na missão de impedir a propagação do novo coronavírus. E enquanto várias empresas precisaram paralisar completamente suas atividades, outras conseguiram se adaptar, mudando processos para não perder em produtividade.

Produza em casa

A principal recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para minimizar a difusão da pandemia é só sair de casa se realmente for necessário. Na maioria das vezes, essa necessidade está ligada ao trabalho, e por isso uma empresa de auditoria em saúde resolveu transferir o escritório para a casa de cada colaborador, implantando de forma provisória o sistema de home office.

A mudança, realizada após consulta aos funcionários, aconteceu pouco tempo depois do primeiro caso de Covid-19 confirmado em Manaus.

“Quando muitos estabelecimentos ainda estavam discutindo se seria necessário suspender atividades ou atendimento ao público, nossos colaboradores já estavam trabalhando de casa. Fizemos uma consulta para saber se todos teriam condição e como a resposta foi positiva, optamos por transferir nossos processos para o home office, de modo que continuamos funcionando normalmente, mesmo sem atendimento presencial. Atualmente  tudo é muito dinâmico e transparente, e as empresas contratantes dos serviços desejam acompanhar em tempo real o desempenho da operação. Por isso, a informatização dos processos com a utilização de sistemas que permitem a execução das tarefas de maneira ágil e transparente é fundamental”, revela o médico e sócio da Way Gestão em Saúde, Franco Carneiro.

De casa, os funcionários se reúnem virtualmente e definem questões do dia a dia, além de também terem um canal para tratar de assuntos individuais, assim como no escritório.

“Por mais que os colaboradores estejam utilizando energia elétrica, internet e outros itens próprios, eles já não têm mais o ônus de se locomover até o local de trabalho. Além de ganharem aquelas horas que eles geralmente perderiam no transporte, uma vez que o horário de todos continua o mesmo, eles diminuem muito o risco de contrair o vírus ou de se tornarem um vetor. Queremos que através da nossa atitude, outras empresas se engajem no trabalho remoto, que além de contribuir com a necessidade do momento de forma empática, pode abrir uma ótima oportunidade de reavaliar sua operação”, complementa Berg Miranda, também sócio na Way Gestão em Saúde.

Carro à disposição

Mas nem todos podem ficar em casa. Os profissionais que trabalham com serviços essenciais, por exemplo, estão tendo que se adaptar de outra forma. Numa empresa de manutenção de grupos geradores de energia, os cuidados com a higiene foram redobrados, mas uma outra medida chamou atenção.

Como alguns funcionários não tem transporte próprio, a empresa disponibilizou alguns carros para que os colaboradores não precisem andar de ônibus, sem qualquer ônus. Gasolina e manutenção, por exemplo, continuam a cargo da empresa normalmente.

“Nossa equipe de manutenção tem cinco funcionários e dois deles não tem carro. Para evitar que eles precisem vir de ônibus, disponibilizamos temporariamente um veículo para cada. Assim eles podem vir ao trabalho e voltar para casa com um pouco mais de segurança. Precisamos continuar trabalhando porque atendemos locais que não podem ficar sem energia, como hospitais e mercados, por exemplo, mas nesta fase em que os casos estão aumentando rápido, é importante evitar qualquer aglomeração”, explica a gestora financeira da Casa dos Geradores, Marly Galvão.

Ambas as medidas são provisórias, mas podem se estender até o controle da pandemia do Covid-19. O primeiro caso da doença registrado no Amazonas foi no dia 13 de março, e menos de 10 dias depois, o Governo do Estado declarou calamidade pública, já admitindo a transmissão comunitária, que é quando já não se consegue mais saber quem infectou quem.

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