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Ronaldinho, os documentos falsos e a prisão no Paraguai: entenda o caso

Depois de mais de quatro horas de audiência no último sábado (07), a Justiça paraguaia decidiu manter a prisão preventiva de Ronaldinho e seu irmão, Assis. Novo promotor do caso, Osmar Legal balizou o pedido de permanência da dupla alegando “risco de fuga e que o Brasil não extradita seus cidadãos”.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A defesa dos irmãos Assis alegou que Roberto, que também é empresário de Ronaldinho, precisa de cuidados médicos por um problema de coração. Entretanto, nenhum exame foi apresentado para validar o argumento que, se aceito, poderia transformar a prisão preventiva em domiciliar. No entanto, eles seguem detidos em cela da Agrupación Especializada da Policía Nacional de Assunção.

Em entrevista concedida neste domingo (08) ao Esporte Espetacular, Osmar Legal ainda disse acreditar que outros crimes possam ter sido cometidos: "Ainda não podemos adiantar sobre os passos das investigações, mas há indícios que outros crimes foram cometidos", afirmou para o programa da TV Globo.

A Justiça havia decretado na noite de sexta-feira que Ronaldinho Gaúcho e Assis fossem presos no Paraguai. A medida foi tomada para evitar a saída da dupla durante as investigações sobre os documentos falsos encontrados com eles na noite da última quarta-feira.

Depois de prestarem depoimento na quinta-feira, Ronaldinho e Assis não foram indiciados pelo Ministério Público do Paraguai. No entanto, o juiz Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias, não aceitou essa resolução e deu dez dias para que os promotores investiguem o caso após audiência com os irmão na sexta. Foi então que o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Ronaldinho e Assis para evitar que eles saiam do Paraguai.

Assim, Ronaldinho e seu irmão foram levados para a Agrupación Especializada de Assunção, sede da força policial. Vale destacar que a detenção é de caráter preventivo, segundo o Ministério Público local.

Antes, por determinação do juiz de garantias Mirlo Valinotti, Ronaldinho e Assis tiveram negados o “critério de oportunidade”, que é focado na boa fé dos acusados e garante sua liberdade em troca de colaboração com a Justiça.

Entenda o caso

Em Assunção, no Paraguai, onde participariam de compromissos comerciais, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis Moreira, ficaram sob custódia policial por suspeita de estarem portando documentos falsos, inclusive passaportes. Os dois alegam terem sido enganados, segundo a defesa de Ronaldinho.

Neste domingo (08), em entrevista ao Esporte Espetacular, da TV Globo, o promotor do caso, Osmar Legal, confirmou que os irmãos Assis utilizaram os documentos.

"Temos informações que eles já receberam os documentos falsos ainda no Brasil e também sabemos que eles utilizaram esses documentos para entrar no Paraguai. Os passaportes têm registros e assinaturas deles, então para nós fica claro que foram utilizados", afirmou.

Já o advogado de defesa dos ex-jogadores, Sergio Queiroz, garantiu que Ronaldinho e Assis não sabiam que os documentos eram falsos: Eles não sabiam que os documentos eram ilegais. Eles apresentaram os documentos de boa fé e na total ausência de má intenção. Ronaldo e Assis não sabiam que os documentos eram irregulares. O Ministério Público entendeu isso", disse em entrevista coletiva no domingo (08).

Na coletiva concedida na quinta-feira, após o depoimento de Ronaldinho, o promotor Federico Delfino afirmou que os números dos passaportes encontrados no quarto de hotel dos irmãos Assis existem, mas pertencem a outras pessoas. “São passaportes originais, mas com dados apócrifos. Esses passaportes foram tirados em janeiro deste ano", disse.

A versão da promotoria local, no entanto, diverge da contada por eles. De acordo com o jornal ABC Color, Ronaldinho e Assis alegaram em um primeiro momento que os documentos lhes foram entregues ainda no Brasil.

Segundo Delfino, os dois argumentaram que os documentos foram um presente e responsabilizaram o empresário Wilmondes Sousa Lira pela entrega, relatou o investigador Gilberto Fleitas ao ABC Color.

Adolfo Marin, advogado de Ronaldinho e Assis, prometeu esclarecer o caso e declarou à rádio ABC Cardinal que os dois se dizem vítimas no caso: “Ronaldinho e seu irmão disseram que eram praticamente vítimas. Eles podiam entrar tranquilamente com a identidade brasileira. Ele está chocado e surpreso com esta situação. Ele testemunhará perante o Ministério Público e dirá quem enviou o documento”.

Além de Ronaldinho e Assis, outras duas mulheres foram ligadas ao caso e detidas. As duas teriam, em janeiro, solicitado os passaportes que estavam em posse dos ex-jogadores quando eles foram abordados no hotel em que estavam hospedados em Assunção.

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