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Bolsonaro atribui a trabalhadores falhas no pagamento do auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atribuiu a possíveis "golpes" e "erros" dos próprios trabalhadores os casos de não pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, pago aos brasileiros de baixa renda e sem carteira assinada que tiveram a renda reduzida como reflexo da pandemia do novo coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro fala com jornalistas na frente do Palácio da Alvorada
Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Em uma conversa com apoiadores na manhã desta quarta-feira, 13, em Brasília, ele disse que não existe falha do governo nos casos em que o benefício não foi pago e que "muita gente deu golpe" para tentar receber o auxílio.

"Teve muita gente que deu golpe, teve gente que usou protocolo de filho duas vezes, dois irmãos, um montão de coisa. Tem de ver caso a caso. Mas ninguém fala que 40 milhões receberam. Tem erro também, erro do próprio interessado. Não existe falha nossa", afirmou o presidente.

Segundo Bolsonaro, o sistema que qualifica os trabalhadores para o recebimento do benefício de emergência é um "programa de inteligência artificial" e que, em um segundo momento, o benefício tem de ser analisado caso a caso. "O pessoal da Caixa está trabalhando de segunda a sábado, porque é caso a caso, são sete milhões mais ou menos (que não receberam o benefício)."

O pagamento da primeira de três parcelas previstas da renda de emergência tem sido conturbado em todo o País. Sobretudo nas primeiras semanas, milhares de pessoas foram obrigadas a passar a noite nas filas de agências da Caixa Econômica Federal, gerando aglomerações e aumentando o risco de contaminação durante a pandemia da Covid-19.

O Estadão acompanhou durante a madrugada uma multidão que se aglomerava na porta de uma agência da zona sul de São Paulo. Entre os trabalhadores que aguardavam receber o benefício, as principais reclamações são falhas no sistema, erros de cadastro e dificuldade de acesso. Muitos reclamavam do número reduzido de funcionários que atendiam na agência.

De acordo com o presidente, o rigor existe para evitar fraudes. "Eu não posso mandar pagar, porque daí eu vou estar incurso em algum tipo de crime e acabou a minha vida, né? Não é nem perda de mandato, eu vou para a cadeia. Quarenta milhões receberam, o restante está na malha fina, lamento", completou.

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