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Empresa de telefonia fornecerá refeições para unidade de saúde do Estado

A Petra Engenharia e Comércio de Eletrônicos Ltda. foi contratada por R$ 1 milhão, sem licitação, pela Maternidade Cidade Nova Dona Nazira Daou para fornecer alimentos

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A empresa Petra Engenharia e Comércio de Eletrônicos Ltda., especializada em comércio de equipamentos de telefonia e comunicação, ganhou contrato com o governo do Estado para fornecer alimentação para a Maternidade Cidade Nova Dona Nazira Daou (Cami-II), na zona norte, por R$ 1.062.705,60. A escolha da empresa ocorreu com dispensa de licitação.

No último dia 28, o GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) divulgou que a mesma empresa foi escolhida com dispensa de licitação pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam) para prestar serviços de enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em hospitais de Manacapuru e Itacoatiara. O contrato começou a vigorar no último dia 5 e terá vigência até novembro. Por mês o Estado pagará R$ 177.117,60 à empresa.

No contrato, a unidade de saúde justifica que “o serviço terceirizado de preparação e distribuição de refeições nesta Maternidade é justificado, em suma, sob alguns aspectos” como produzir e distribuir, diariamente, as refeições de desjejum, lanche matutino, almoço, lanche vespertino, janta e ceia, tendo uma produção mensal média de 33.450 refeições para pacientes, servidores e acompanhantes.

Conforme já revelou o GDC, no último dia 28, a empresa tem como atividade econômica principal a comercialização de equipamentos de telefonia e comunicação. Entre as atividades secundárias da Petra Engenharia constam: manutenção e reparação de tanques; construção de edifícios; comércio varejista de bijuterias e artesanatos; comércio atacadista de medicamentos de uso veterinário; atividades de psicologia e psicanálise; além de atividades de enfermagem. São sócios administradores da empresa Natasha Nunes Levinthal e Luiz Fernando Lima da Silva.

Ainda no dia 28, o GDC publicou matéria informando que a Procuradoria-Geral pediu que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) instaure inquérito para investigar a compra de 24 ventiladores hospitalares pelo governo do Amazonas, no valor de R$ 2,9 milhões. A ação foi parar no STJ por incluir o governador Wilson Lima, que pelo cargo possui foro privilegiado.

Segundo assessoria de imprensa do STJ, o requerimento já tramita no Tribunal e está em segredo de justiça. O intuito da compra dos produtos era usá-los no tratamento de pacientes com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, mas de acordo com o Ministério Público de Contas, os ventiladores hospitalares não são adequados para esse tipo de tratamento.

A venda do equipamento foi realizada pela adega Vineria Adega (cuja razão social é FJAP e Cia.) com sobrepreço de 316%. De acordo com apuração do site, a PGR identificou um possível envolvimento de Wilson Lima, governador do Amazonas, no caso, como ordenador de despesa.

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