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Ramagem, vetado pelo STF, vira 'Comendador da Ordem do Mérito Naval'

As Forças Armadas deram mais um sinal de alinhamento com o presidente Bolsonaro. 

Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem
Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, decidiu conceder uma das maiores honrarias militares ao diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem Rodrigues, ex-segurança e amigo do presidente da República.

O ministro admitiu Alexandre Ramagem, que é delegado da Polícia Federal, no quadro suplementar da Ordem do Mérito Naval, no grau de ‘Comendador’. Vários juízes federais e autoridades com histórico de serviços públicos prestados foram condecorados com uma honraria de menor grau hierárquico, o grau de ‘Oficial’.

Fernando Azevedo e Silva decidiu divulgar a portaria que concedeu a honraria a Ramagem no mesmo dia em que o delegado foi prestar depoimento na Polícia Federal no inquérito do Supremo que apura a denúncia do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que o presidente Bolsonaro tentou interferir na PF, nomeando Ramagem para o posto de diretor-geral.

Outras personalidades com relevantes serviços públicos prestados foram agraciadas com a mesma honraria de Ramagem, no grau de Comendador, como secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, e o secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann.

A Ordem do Mérito Naval foi criada por decreto em 1934 e se destina a premiar os militares da Marinha que se tenham distinguido no exercício de sua profissão e, excepcionalmente, corporações militares e instituições civis, nacionais e estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes, assim como personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que houverem prestado relevantes serviços à Marinha.

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