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DECRETO DA MORTE: É assim que pensam os professores sobre as retomadas das atividades escolares

De acordo com alguns professores e o próprio Sindicato, a atitude é precipitada e fora do plumo. Um estado que não consegue viabilizar nem a estrutura dos alunos como caderno, lápis, ar-condicionado e merenda escolar, terá condições de oferecer EPI`s?

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

O novo decreto do governador Wilson Lima, o administrador mais sem noção que o Amazonas já teve, as aulas terão que retornar a partir do dia 10 de agosto de 2020.

Mas paira uma dúvida no ar, muitos pais não terão coragem e nem suporte para enviar seus filhos, afinal, uma vida vale mais que uma nota 10 no boletim escolar.

Segundo a diretora do Sindicato, Beatriz Calheiros, a categoria não acha seguro a volta presencial às salas de aulas, mesmo que o número de óbitos tenha diminuído em Manaus. Eles pedem, pelo menos, mais 30 dias de isolamento para que haja maior redução da taxa de infecção pelo novo coronavírus.

A entrevista coletiva do governador do estado, sobre a volta as aulas que será gradativa e hibrida, aconteceu na Escola Estadual Elisa Bessa, na Zona Leste de Manaus, e contou com a presença de Luiz Fabian, Secretário de Educação e da presidente da Fundação de Vigilância e Saúde (FVS), Rosemary Costa Pinto, que acompanha de perto os dados desde que começou o colapso no estado. 

Segundo o Sinteam, também não foram realizadas reuniões com a comunidade escolar, incluindo pais de alunos, para apresentar o plano de retomada. Além disso, o sindicato alega que não há equipamentos suficientes para todas as escolas, como medidores de temperatura e máscaras de proteção individual - uma vez que o governo teria recebido apenas 100 mil máscaras por meio de doações.

Só na capital os dados dizem que são 220 mil alunos, andando na capital de lotações, ônibus e outros meios. Mas a maior preocupação dos professores é a saúde dos estudantes que estarão sujeitos a se contaminar e transmitir o novo Coronavírus.

Com os dados alarmantes, alguns pais de alunos, afirmam que não terão coragem e nem suporte emocional para mandar os filhos ao retorno das aulas e acreditam que o governador precisa avaliar esse decreto que pode gerar muitas mortes entre jovens e adolescentes.


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“Eu não vou deixar meus filhos voltarem às aulas, até diminuir mais os números de casos no Amazonas, meus filhos são meus tesouros”, disse a dona de casa Maria de Lurdes que acompanhou de perto a manifestação dos professores do lado de fora da escola, aonde acontecia a coletiva de imprensa.

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