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Investimentos em pesquisa, inovação e tecnologia são debatidos em webinar sobre Zona Franca de Manaus


Aumentar os investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação foi um dos destaques do webinar sobre a Zona Franca de Manaus realizado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) esta semana. O evento foi o quinto e último de uma série de debates promovido pela FAS para discutir caminhos para a reforma tributária que levem em conta um modelo de desenvolvimento para a região norte.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

O superintende geral da FAS, Virgilio Viana, destacou a importância do Polo Industrial de Manaus (PIM) como um aliado fundamental para preservação dafloresta e promoção do desenvolvimento sustentável no Amazonas. O webinar também apresentou um amplo estudo criado por 13 especialistas de diversas áreas, sob coordenação da FAS, que defende que a ZFM seja incluída na Reforma Tributária como mecanismo de preservação do meio ambiente. 

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Adalberto Val, criticou os poucos investimentos em pesquisa na Amazônia e na Região Norte. “Precisamos pensar grande, porque a escala é desafiadora. Principalmente quando falamos de competitividade com outros países que investem bastante em pesquisa como
Noruega, Alemanha e Dinamarca. Em relação à questão amazônica, também é preciso pensar em novos cenários, novos caminhos diante da biodiversidade biológica. A bioeconomia ganha importante destaque dentro desse contexto. Não adianta a gente só ir para dentro da floresta e descobrir os produtos, é preciso investir nos processos de produção, tecnologia e pesquisa”, declarou.

Quem também defende mais investimentos em pesquisas é o doutor em Administração, mestre em Engenharia de Produção e professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Paulo Cesar Diniz Araújo. Segundo ele, o PIM pode se desenvolver bastante se investir em formação de novos pesquisadores, doutores e pessoas com condições de fazer pesquisas robustas. “Precisamos apoiar pessoas que vão fazer produtos de alta tecnologia. A academia está atenta a esses assuntos, apontando alternativas para o futuro como é o caso da criação da Escola de Negócios Sustentáveis de Floresta Tropical, que prevê especialização para 750 pessoas, sendo 250 vagas em Manaus e 500 no interior do Estado, atingindo 10 municípios”, disse. O doutor em Desenvolvimento SocioAmbiental e representante da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) nesse debate, José Alberto da Costa Machado, defende que a ZFM precisa estabelecer definitivamente a sua política tributária para se tornar cada vez mais competitiva e o governo federal precisa reconhecer o modelo como uma forte política de preservação da floresta, geração de empregos e manutenção de atividades sustentáveis.

“O governo precisa dar para Zona Franca (de Manaus) um status de política governamental e de proteção da Amazônia, e apresentar isso para o mundo como um produto de proteção da região amazônica”, comentou Machado.O sociólogo e professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Eduardo Viola, elogiou bastante o estudo elaborado pela FAS. Ele disse que a instituição está sendo pioneira em produzir esse material e que pode ser usado como um plano de recuperação econômica pós-pandemia, voltado para a economia sustentável.

“Eu acho que nesse sentido, o estudo de vocês (da FAS) pode ser disseminado pelo mundo, retirando algumas questões específicas sobre o Polo Industrial de Manaus. Mas aproveitando a conjuntura de grande visibilidade da Amazônia. Esse material merece se difundido pelo mundo. Além disso, acredito que para ficar mais completo esse documento precisa inserir a questão de atrair capital financeiro. Pois, é um elemento importante para mostrar a viabilidade desse plano, como a bioeconomia amazônica. Também acredito que pode firmar parceria com universidades do mundo. Muitas universidades querem que seus alunos tenham formação sobre a Amazônia”, finalizou.

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