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“O Estado paga pela omissão ou a OS devolve a metade do dinheiro para o contribuinte”, afirma Wilker após diretor de OS afirmar que apenas 50% dos leitos foram utilizados durante a pandemia

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde ouviu nesta quarta-feira, 9, o depoimento de Cristiano Oliveira, diretor de desenvolvimento do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), Organização Social (OS) que gerencia o Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A exemplo das oitivas anteriores, o depoente voltou a afirmar que a OS disponibilizou todos os leitos clínicos e UTI na unidade da Zona Norte, mas que o Governo utilizou apenas 50% das vagas ofertadas, como foi o caso do mês de abril, neste ano, durante a pandemia da Covid-19.

Para o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), o contrato firmado entre o Executivo e a OS para administração configura um grave dano ao erário, já que foram pagos R$ 18 milhões por 100% da estrutura e prestados menos de 70% dos serviços no Delphina, e que a CPI precisa responsabilizar os culpados pelas mortes causadas durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Precisamos saber quem foram os responsáveis pela atrocidade que aconteceu no Estado, onde o contribuinte pagou R$ 16 milhões por uma enorme estrutura, tinham leitos disponíveis, mas o cidadão morreu pedindo atendimento. Ou a OS devolve metade do dinheiro pago pelo povo, ou o Estado paga pela omissão e negligência que causou mortes dos nossos irmãos”, afirmou o titular da CPI.

O parlamentar destacou, ainda, que a formulação do contrato de gestão referente a administração da OS no Delphina é nocivo aos cofres públicos do Estado. “Estamos falando da unidade mais cara do Amazonas, que custa R$ 18 milhões por mês ao contribuinte. Pior é a Susam que pagou em cheio, mas não pagou e nem fiscalizou cada centavo. Perdemos vidas com leitos pagos pelo contribuinte”, relatou Barreto.

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