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O presidente do Peru, Martín Vizcarra, disse nesta segunda-feira que "mentiras delirantes" estão no cerne dos distúrbios políticos pelos quais o país está passando, enquanto o governo contra-ataca para tentar impedir um processo de impeachment. 

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Vizcarra, que termina seu mandato em 10 meses, disse em uma mensagem televisionada que a crise foi provocada pela traição de um confidente e por um Congresso fragmentado que está buscando desestabilizar o governo.

"Preciso dizer aos peruanos que o que está acontecendo aqui é fruto da traição de alguém próximo a mim", disse Vizcarra. 

"Tenho que lamentar e me desculpar ao país pois uma pessoa do gabinete presidencial em quem eu confiava, de anos atrás, criou essa situação (...) sem qualquer fundamento", adicionou. 

Parlamentares aprovaram na semana passada abrir processo de impeachment de Vizcarra, que não tem representação no Congresso devido a "incapacidade moral" no caso da suposta contratação irregular de um cantor pouco conhecido como "Richard Swing". 

O escândalo estourou após o vazamento de gravações de áudio compartilhadas no Congresso por parlamentares de oposição de Vizcarra discutindo reuniões com o cantor. Alguns parlamentares alegaram que as gravações mostravam o presidente tentando minimizar seus laços com o artista. 

O governo peruano abriu um processo na suprema corte do país nesta segunda-feira para suspender o processo de impeachment.

Mas o potencial impedimento pareceu perder força no final de semana, após vários líderes políticos se pronunciarem contra o processo, dizendo que ele provocaria ainda mais turbulência política no Peru, que já enfrenta a pior recessão em décadas, além da pandemia do coronavírus.

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