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Comunidade ribeirinha recebe aparelhos médicos para facilitar teleatendimento

Essenciais para o dia-a-dia de qualquer profissional de saúde que atue em uma clínica ou laboratório, os aparelhos médicos nem sempre estão disponíveis para comunidades isoladas na Amazônia.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Mesmo assim, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) adquiriu, por meio de parceria com o projeto Todos Pela Saúde, iniciativa lançada pelo Itaú Unibanco para enfrentar o novo coronavírus e seus efeitos sobre a sociedade brasileira, diversos dispositivos para a comunidade Tumbira, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, gerida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema). Termômetro digital, oxímetro, aparelho para medir pressão e EPIs como máscaras e macacões, têm auxiliado profissionais de saúde no combate à Covid-19 e outras doenças na comunidade, principalmente durante consultas online.

Durante uma ação de teleatendimento - modalidade de atendimento remoto essencial para evitar o deslocamento de pacientes e profissionais, ainda mais em período de pandemia - realizada com 12 pacientes no Tumbira, a FAS entregou os novos aparelhos à agente comunitária de saúde e à técnica de enfermagem, responsáveis pela saúde da comunidade. O objetivo foi agilizar e tornar mais eficaz o trabalho daqueles que acompanhavam de perto os pacientes e dos que estavam a postos, do outro lado da tela do computador.

Os novos aparelhos deverão beneficiar as 35 famílias da comunidade Tumbira, não apenas para controle da pandemia do novo coronavírus, mas também como forma de mitigar outras doenças. De acordo com a técnica de enfermagem, Maria Augusta Vieira, com a ajuda dos equipamentos, é possível realizar uma triagem mais eficiente. “Primeiro nós aferimos o peso do paciente e depois a gente precisa verificar a pressão, a saturação de oxigênio e a temperatura e os aparelhos ajudam em tudo isso. Essas informações são repassadas para o médico e, a partir daí, ele avalia para ver que medidas tomar e poder orientar o paciente”.

No início da pandemia, período em que a comunidade mais sofreu com o número de casos e mortes, a falta de aparelhos do tipo dificultou o trabalho dos profissionais de saúde no local. “Antes não tinha como saber tão fácil se uma pessoa estava com sintomas. Em março um senhor da comunidade morreu. Se na época a gente tivesse, por exemplo, o oxímetro, a gente ia poder ver antecipadamente e identificar se o pulmão estava funcionando, e isso poderia ter ajudado a evitar a morte”.

A distância também poderia ser um empecilho, caso não houvessem equipamentos necessários durante a ação de teleatendimento. Maria Augusta reitera que a ajuda veio em boa hora. “Foi bom, porque os médicos estavam atendendo de longe e nós ficamos de perto, então os aparelhos auxiliaram muito, principalmente para as pessoas que foram se consultar com o clínico geral”, afirma, reiterando que os aparelhos também se mostram úteis durante o atendimento presencial. “Nós vamos usar presencialmente também, porque é muito importante, ainda mais no caso de uma pessoa que está passando mal”. 

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