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Dia nacional do combate à doença é lembrado neste dia 23 de novembro

O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil é oficialmente lembrado no dia 23 de novembro e têm como objetivo estimular as ações educativas associadas à doença, promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças e adolescentes com câncer, além de divulgar os avanços técnico-científicos na área. 

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A data foi instituída por meio da Lei nº 11.650, de 4 de abril de 2008.

Uma recente pesquisa realizada pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer, do Ministério da Saúde, aponta que, entre os anos 2020 e 2022, o Brasil terá 625 mil novos casos de câncer diagnosticados. Mais do que preocupantes, os dados incluem ainda um número triste, que demanda a atenção e a solidariedade de toda a sociedade: o câncer infantil equivale a 3% desse total de novos casos.

O chamado câncer infantojuvenil inclui uma série de variações da doença. As leucemias representam o maior percentual de incidência (26%), seguida dos linfomas (14%) e tumores do sistema nervoso central-SNC (13%).

De acordo com a médica oncologista pediátrica que atende no Hospital Rio Amazonas, do sistema Hapvida em Manaus, Paula Marinho Carvalho, a medicina tem avançado cada vez mais no tratamento dos cânceres, mas a principal forma de tratamento da doença na infância e adolescência ainda é a quimioterapia. “Alguns cânceres podem ser tratados somente com cirurgia para retirada completa do tumor. Também pode realizar radioterapia e/ou imunoterapia. O tratamento é individualizado dependendo do tipo de doença”, destaca ela.

A médica ressalta que os principais sinais e sintomas que os pais devem ficar atentos são: febre prolongada sem foco, dor óssea, palidez súbita, reflexo branco no olho, manchas roxas em locais onde não houve trauma, gânglios palpáveis pelo corpo, dor de cabeça frequente, inchaço abdominal, vômitos diários pela manhã, emagrecimento sem regime alimentar, tontura, perda de equilíbrio ou coordenação, mudanças no comportamento, como isolamento. “Se identificar qualquer um desses sinais ou sintomas deve procurar o pediatra imediatamente. Os pais e familiares devem ter um pediatra de confiança e fazer visitas regulares ao médico, pelo menos uma vez ao ano depois que a criança tem dois anos de vida”, informa a oncologista.

O câncer é a doença que mais mata crianças e adolescentes no Brasil e é a segunda causa de óbito neste grupo etário. A boa notícia, porém, é que a sobrevida estimada dos pacientes entre 0 e 19 anos pode chegar a 70%, sendo mais elevadas nas regiões Sul (75%) e Sudeste (70%), em contrapartida ao Centro-oeste (65%), Nordeste (60%) e Norte (50%).


Diagnóstico e tratamento

Além do diagnóstico precoce, é imprescindível que o tratamento destes pacientes seja realizado em centros especializados, com presença de oncologistas pediátricos e de toda a equipe multiprofissional capacitada na atenção à criança e ao adolescente com câncer, objetivando incrementar as chances de cura da doença.

No Brasil, nos últimos anos, houve marcante melhora na sobrevida das crianças e adolescentes com câncer, em decorrência do atendimento em serviços de referência em oncologia pediátrica e pela utilização de protocolos cooperativos de tratamento, coordenados pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope).

É fundamental, portanto, que os pais ou os responsáveis legais realizem as consultas pediátricas regulares com seus filhos, visando o diagnóstico precoce da doença e, permitindo assim, melhor chance de cura, de sobrevida e de qualidade de vida para o paciente e sua família.

Neste contexto é importante o reconhecimento de alguns sinais e sintomas de alerta, principalmente se persistentes, visando ao diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil.

Tratamento e diagnóstico

Lembre-se de que o tratamento do câncer começa com um diagnóstico correto. Ao avaliar o caso da criança, o médico solicitará os exames laboratoriais e de imagem necessários para avaliar o estado de saúde do paciente e identificar o problema.

O tratamento deverá sempre ser feito em local especializado e compreende três modalidades principais: quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Além dos medicamentos, é indispensável para a cura a participação e o apoio de familiares e amigos. O bem-estar e a qualidade de vida dessas crianças e adolescentes estão em primeiro lugar.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 6,5 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde e Medical, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida.

Atua com mais de 35 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 43 hospitais, 191 clínicas médicas, 43 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

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