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No Dia Mundial da Prematuridade, Prefeitura de Manaus promove ação na maternidade Moura Tapajóz

A Prefeitura de Manaus celebrou na maternidade Dr. Moura Tapajóz, no bairro Compensa, zona Oeste, o Dia Mundial da Prematuridade, lembrado nesta terça-feira, 17/11.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A programação teve ações de prevenção e conscientização alusivas à campanha "Novembro Roxo", que alerta sobre as consequências do nascimento antecipado, tanto para o bebê quanto para a família da criança e da sociedade.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, nascem quase 300 mil bebês prematuros anualmente. O número coloca o país na 10ª posição no ranking mundial de prematuridade, que é a maior causa de mortalidade infantil até os cinco anos, segundo o órgão.

“Precisamos sensibilizar a sociedade sobre o tema ‘prematuridade’ e sobre a importância do acompanhamento pré-natal desde o primeiro trimestre da gravidez, para buscarmos reduzir esses índices”, afirma a diretora da MMT, Núbia Pereira da Cruz, que também chama a atenção para a importância de se fazer o pré-natal. “No pré-natal são detectadas quaisquer alterações que possam levar a um parto prematuro, como, por exemplo, hipertensão ou infecção urinária”.

Um parto é considerado prematuro quando acontece antes de 37 semanas (uma gestação ideal tem de 38 a 42 semanas de duração). Entre as principais causas obstétricas para a prematuridade, estão a hipertensão materna, diabetes gestacional e a pressão alta ou pré-eclâmpsia.

Outros fatores também podem levar ao parto prematuro, como o hábito de fumar, o consumo de álcool e outras drogas, estresse, infecções do trato urinário, sangramento vaginal, obesidade, baixo peso e distúrbios de coagulação.

Segundo a médica neonatologista Paula Célia Dias Menezes, na Moura Tapajóz, aproximadamente 15% dos partos realizados são prematuros. “Felizmente, aqui na nossa unidade estamos preparados e temos uma equipe altamente qualificada, possibilitando uma boa assistência tanto às mães quanto aos bebês. Porque a prematuridade demanda uma entrega muito grande não só da equipe médica, de enfermagem, de fisioterapia e fonoaudiologia, como também, e principalmente, das mães dos bebês prematuros”, explica a médica.

Larissa da Silva e Silva, 20 anos, é mãe de Bryan Lucca, que nasceu de 27 semanas com 1,320 quilo no dia 22 de outubro. “O Bryan é meu primeiro filho e fiquei muito assustada quando soube que meu bebê nasceria tão antes do tempo. Só conseguia pensar que ele não iria sobreviver. Então é um alívio muito grande ver que ele está melhorando a cada dia com o cuidado de toda a equipe da maternidade e que está muito próximo de sair do suporte respiratório”, relata Larissa.

O bebê Bryan Lucca já está pesando 1,680 e depois de receber alta da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), ainda passará para a Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (UCINCo) e depois, finalmente, vai para a Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa), antes de ir para casa.

A enfermeira hematologista Jucilene Pereira dos Santos, supervisora da Utin, UCINCo e UCINCa, destaca que é importante ter sensibilidade para o atendimento do bebê prematuro, porque é um atendimento que necessita ser diferente do realizado com uma criança que nasce a termo, ou seja, na data esperada para o parto.

“Temos que capacitar constantemente nossa equipe e ter um cuidado redobrado no manuseio dos prematuros, incentivando o contato pele a pele o mais precocemente possível, pois os bebês se beneficiam tanto da temperatura quanto da respiração da mãe. Ficamos muito felizes ao ver os bebês saindo da maternidade no tempo certo”, explica Jucilene.

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