Últimas

“Em plena pandemia, o Governo não tem dinheiro para comprar vacina, mas repassa R$ 1,6 milhão para o Peladão”, dispara Wilker

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) denunciou nesta quinta-feira, 10, durante Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que o Governo do Amazonas destinou, no dia 25 de novembro de 2020, R$ 1.667.393,50 para patrocinar o Peladão, campeonato de peladas do Estado.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Para o parlamentar, o montante repassado pelo Executivo é um ato irresponsável da atual gestão em plena pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no Amazonas, e que o dinheiro destinado poderia servir para a compra de vacinas contra a doença, que já totaliza 184.268 casos e causou a morte de 4.972 amazonenses, segundo o último boletim da Fundação de Vigilância Sanitária em Saúde do Amazonas (FVS-AM), divulgado nesta quarta-feira (9).

Para Wilker, o ato do Executivo contrasta com o descaso na rede pública de saúde e com as constantes notificações da doença que elevaram no Estado.

“Em plena pandemia, o governo repassa mais de R$ 1 milhão para o Peladão e não tem dinheiro para comprar vacinas. Isso é um ato irresponsável de um governo que não prioriza vidas. Neste momento, temos crianças cardiopatas precisando de cirurgias, mães sendo tratadas sem nenhuma condição nas maternidades e pais em filas de espera. Isso é desumano e uma afronta à sociedade amazonense”, ponderou o deputado, sugerindo que o valor repassado para a competição esportiva poderia ser destinado para a compra de vacinas e, com isso, salvar vidas.

“Se pegarmos esse valor e dividirmos a R$100 reais a dose, já que ainda não tem valor definido no Brasil, estamos falando de quase 17 mil amazonenses vacinados, beneficiando médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, profissionais da saúde e idosos que estão expostos hoje a essa pandemia. Mas infelizmente, este governador prefere repassar o dinheiro do contribuinte para os seus apadrinhados”, explicou Barreto.

O parlamentar afirmou que ingressará com uma representação no Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) para solicitar a suspensão do valor empenhado. “Entrarei com uma representação no MP e no TCE pedindo a suspensão dos efeitos deste repasse para que seja priorizado aquilo que preconiza o decreto de calamidade pública de um Estado que não socorreu o seu povo”, finalizou.

Nenhum comentário

Obrigado por comentar aqui.