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‘Eu me sinto bem com elas’, diz idosa que tem coleção de 200 bonecas

Uma idosa de 83 anos é dona de uma coleção invejável de bonecas. Ela se chama Rita Aparecida de Freitas, nasceu na Paraíba e com nove anos foi morar em Boa Vista, em Roraima.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A coleção começou a ser montada quando Rita completou 60 anos e ganhou a sua primeira boneca, desde sua infância.

Dona Rita diz que apesar de ter familiares na capital, ela conta que passa muito tempo sozinha, por isso, as bonecas se tornaram suas maiores parceiras no dia a dia e diz que as bonecas são suas “filhas”.

“Eu me sinto muito bem com elas. É meu divertimento porque fico muito sozinha. Os netos estão todos casados, os filhos também. Eu fico aqui noite e dia só, elas são minha companhia”.

Rita afirma que, quando criança, não tinha condições de ter bonecas e o fascínio surgiu aos 60 anos, quando ganhou a primeira. A partir daí, passou a ser presenteada com novas ‘filhas’ por amigos, familiares e até desconhecidos.

“Na infância, minha boneca era de sabugo, eu não tinha boneca. Fui criada dentro do mato, só trabalhando, capinando, levando água na cabeça. Ganhei a primeira com 60 anos. Minha cunhada perguntou se eu queria essa boneca e eu disse que sim. Eu trouxe, guardei e comecei a gostar, porque eu nunca havia tido uma”, lembra.

A coleção de Rita, montada há 23 anos, inclui bonecas grandes, pequenas, no formato de bebês, crianças, em material de plástico, de borracha, pano. É uma infinidade do brinquedo que até ela não sabe ao certo o número exato, mas estima que o acervo ultrapasse 200 exemplares.

Toda a coleção de bonecas fica guardada em um quarto dentro da casa da aposentada. O espaço tem até ar condicionado para manter o bom estado de conservação delas. Rita afirma, no entanto, que por conta de ciúmes das ‘filhas’, dificilmente deixa alguém entrar.

“São minhas filhas. Converso com elas como converso com qualquer pessoa”.

Roupas

Com isolamento social, ocasionado pela pandemia de coronavírus, ela precisou se distrair ainda mais. Como não podia sair de casa, em fevereiro aprendeu a costurar e fez roupas para todas as bonecas.

“Aprendi a costurar por causa delas. Vou no Centro, vejo modelo de roupas, chego em casa e vou fazer. É meu divertimento fazer roupinhas. Quando eu faço para uma, tenho que fazer para as outras, para não ficarem com ciúmes. Comecei em fevereiro e terminei essa semana. Fiz para todas, nenhuma ficou sem roupa”.

Cuidado

O cuidado com as bonecas é tão grande que algumas já estão até de viagem marcada para um hospital de brinquedos, em Fortaleza. Ela conta que vai aproveitar a visita de uma filha que mora no estado para mandar algumas bonecas que precisam de reparo.


Fonte: G1

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