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Ministério da Saúde suspende exame que identifica HIV e Hepatite C

O Ministério da Saúde suspendeu os exames que identificam e monitoram a genotipagem de HIV, Aids e Hepatite C. O exame é oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e detecta a resistência do vírus, auxiliando no tratamento adequado. Os exames são utilizados em casos de infecção por parceiros, gestantes com HIV, crianças de até 12 anos e pacientes com diagnóstico de coinfecção tuberculose-vírus e HIV.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

A justificativa é a de que o contrato com a empresa que prestava o serviço venceu e não foi renovado.

Na 5ª feira (3.dez.2020), o Ministério da Saúde divulgou a suspensão dos exames de genotipagem e informou que novo pregão será realizado nesta 3ª feira (8.dez.2020). O processo com a empresa que realizou pregão em 7 de outubro foi suspenso porque não foram enviados todos os documentos necessários.

Impactos na pandemia

Em 20 de abril, o Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) publicou o Ofício nº16/2020, que informava o impacto da pandemia de covid-19 desde a redução no transporte aéreo a dificuldades no recolhimento dos materiais necessários. O departamento orientou as unidades de saúde a entrar em contato com laboratórios para verificar a disponibilidade logística de cada região.

A resistência genotípica monitorada por esse exame detecta mutações em pacientes que utilizam a terapia antirretroviral, possibilita reorientação e a seleção da terapia adequada. Pelo diagnóstico de coinfecção tuberculose-vírus, alguns pacientes que foram diagnosticados com covid-19 precisaram realizar o exame, aumentando a demanda e recebendo mais atenção nas unidades de saúde.

Acesso ao exame

O acesso ao exame foi adotada pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites virais, implementado pela Renageno (Rede Nacional de Genotipagem) para agilidade no tratamento oferecido pelo SUS. No entanto, o contrato com a empresa atual venceu em novembro e o ministério iniciou a busca por outra com um mês de antecedência, em 7 de outubro.

A necessidade foi observada pelo departamento, implementando a Rede Nacional de Genotipagem. Desde 2015, para agilidade de tratamento, optou-se pela realização de exames de genotipagem do HIV-1 centralizado em laboratórios.

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