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Trajetória de artista entre Maués e Manaus inspira espetáculo de dança

Nesta terça-feira (22/12), o Grupo Jurubebas de Teatro realiza a estreia do espetáculo de dança-teatro “Eu quero ser o rio”, que será apresentado no espaço da cia., localizado na rua Comandante Norberto Von Gal, n° 178, Bairro da Paz, às 19h.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

O acesso será gratuito e limitado, respeitando os protocolos de prevenção contra o novo coronavírus.

Protagonizado pelo intérprete amazonense Herberth Virgínio, o espetáculo dialoga com a linguagem da performance e traz elementos que remetem à trajetória de vida do artista entre as cidades de Maués, onde nasceu, e Manaus, para onde veio há cinco anos em busca de oportunidades de formação e trabalho.

Segundo Virgínio, “Eu quero ser o rio” nasce de um experimento performático que o Grupo Jurubebas realizou em 2017, durante a 1ª Mostra de Artes Cênicas Processo Aberto, no Centro Cultural Usina Chaminé.

“Acima de tudo, essa obra é o compartilhamento de uma saudade, um afeto, um lugar, uma memória. Eu me sinto bem em falar que sou do interior e acho que é bom também termos esse olhar artístico para as coisas que vêm do interior. São coisas que me representam porque falam dessa pessoa que eu sou, contando uma história simples, de uma vontade de querer ser o rio”, afirma o artista.

TRAJETÓRIA PESSOAL

Para o diretor do espetáculo, Francis Madson, o percurso biográfico do intérprete foi fundamental na construção da narrativa e no desenvolvimento dos significados de “Eu quero ser o rio”, que expressa os afetos, necessidades e desejos de Virgínio.

“O espetáculo traz a trajetória de transformação vivida por ele. O objetivo é realizar uma ação em que a memória e o movimento corpóreo sejam uma coisa só em cena. ‘Eu quero ser o rio’ é um rito de passagem do menino ao homem na cidade grande”, explica Madson.

Também fazem parte da equipe a atriz e diretora Viviane Palandi, formada na Escola Livre de Teatro de Santo André (SP), que fez a preparação corporal; o diretor-geral do Grupo Jurubebas, Felipe Maya Jatobá; a produtora Inã Figueiredo; e o iluminador Léo Mafra Margarido.

O projeto foi contemplado com o Prêmio Conexões Culturais 2020 – Lei Aldir Blanc, com apoio da Prefeitura de Manaus e do Governo Federal.

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