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‘Uma das obras mais importantes’, diz Arthur, ao entregar velódromo para incentivo ao ciclismo

Depois de mais de cem anos da construção do primeiro velódromo na capital amazonense, o esporte e uma das atividades de lazer mais praticadas e amadas pelos manauaras, o ciclismo, volta a ter um parque esportivo para treinos de competição ou simples prazer. 

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Construído no conjunto Aruanã, bairro Compensa, zona Oeste, e inaugurado pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, nesta quinta-feira, 24/12, o velódromo municipal, que recebeu o nome de Professora Alzira Campos, agrega também espaços para a prática do tênis de quadra e skate, com toda a infraestrutura e projeto de paisagismo para integrar os esportistas e a comunidade local.

“O velódromo nasce com a missão de resgate, depois de tantos anos temos essa obra, que é muito bonita e que, na minha opinião, é uma das mais importantes da nossa gestão por estar voltada ao esporte”, disse Arthur, que recomendará ao futuro gestor da cidade o resgate da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel). “Estou deixando um documento ao futuro prefeito explicando os motivos da extinção de três secretarias durante a pandemia e pedindo a ele que recupere a secretaria de esportes”, assegurou o chefe do Executivo municipal, acompanhado da presidente da Comissão Especial de Paisagismo e Urbanismo, a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro, e da ex-secretária Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania, a ex-deputada Conceição Sampaio, e ainda com a presença de representantes das federações de tênis e ciclismo.

Ciclista de longa data, o prefeito Arthur Neto vê na entrega do velódromo um ato de estímulo ao esporte e à atividade como um todo. “É uma praça de esporte belíssima. Cuida do tênis e do ciclismo e tem a gerência das duas atividades, além de vestiários para os esportistas. E posso dizer que os ciclistas têm uma casa aqui no velódromo”, destacou o prefeito, revelando que, após a cirurgia feita no joelho, poderá voltar a praticar o ciclismo.

A obra

O velódromo nasce com a expectativa de resgatar uma tradição do ciclismo como esporte de competição em Manaus, que se registra de mais de um século atrás, quando a cidade conquistou seu primeiro velódromo, mas que parou de funcionar em 1950. O ciclismo voltou, com força total, nos últimos 20 anos, tanto como prática esportiva ou de lazer, como por ser um meio alternativo e sustentável de transporte humano. A cidade registra mais de 20 grupos de ciclistas que atuam em várias frentes e que hoje passam a contar com um espaço dedicado a eles.

Na área central do espaço, foi construída uma quadra de tênis, que conta também com bicicletário e prédios administrativos, para as sedes das federações estaduais de ciclismo e tênis, que vão desenvolver atividades voltadas ao esporte de iniciação, em busca de revelar atletas para as modalidades. No local, os esportistas vão dispor de vestiários masculino e feminino e os torcedores de duas arquibancadas, sendo uma para cada modalidade, além de banheiros. A obra conta ainda com paisagismo, urbanização das ruas no entorno e ciclofaixa com acesso à avenida Brasil.

A área da pista é de 1.859 metros quadrados e tem inclinação de 1% na pista de aceleração e de 18% a 40% na de corrida, sendo 18% nas retas e 40% nas curvas. O espaço também contará com acessibilidade às Pessoas com Deficiência (PcD) com a construção de rampas de acesso em toda a estrutura. Além disso, o projeto de paisagismo no local contemplou a fachada, com plantio de hibiscos, ixora arbustiva, pata-de-vaca, além de grama esmeralda.

Após 70 anos, a construção do velódromo de Manaus reacende a história do ciclismo na capital do Amazonas. O primeiro velódromo de Manaus foi construído em 1899, na praça Visconde do Rio Branco, bairro Cachoeirinha, por comerciantes locais que haviam conhecido o primeiro do país, em São Paulo, cuja estrutura oficial foi inaugurada em 1905. Posteriormente, foi lançado o velódromo Álvaro Maia, na mesma estrutura do primeiro, em 1944, sob outra gestão, que seguiu com atividades até 1950, quando o esporte perdeu força na capital.

As corridas ciclísticas na cidade eram realizadas na rua, no que se entendia como Circular Amazonas, que seguia os trilhos do bondinho que existia no período áureo da borracha. Pode-se dizer que essa atividade deu início à ideia de se construir um local apropriado para a prática do esporte, como informavam os jornais da época.

Incentivo ao ciclismo

Além do velódromo, a Prefeitura de Manaus construiu 38 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas em vias públicas, parques e praças e está finalizando mais 47,5 quilômetros. As ciclovias e ciclofaixas de recreação ocupam os mobiliários urbanos em vários pontos da cidade para beneficiar os ciclistas. Na avenida governador José Lindoso (ou avenida das Torres) são 15,8 quilômetros de ciclofaixas. As avenidas Senador Álvaro Maia, zona Centro-Sul, e Brasil, até a Ponta Negra, zona Oeste, têm mais 24,7 quilômetros. Já a avenida Itaúba, na zona Leste, ganha três quilômetros de ciclofaixa exclusiva para recreação em um novo projeto de faixa liberada, como a do complexo turístico Ponta Negra.

A prefeitura também implantou, em 2017, o projeto Manôbike com, aproximadamente, 14 quilômetros de ciclorrotas no Centro e estações compartilhadas de bicicletas. Com 18 mil viagens realizadas, o projeto de bicicletas compartilhadas passou a oferecer um novo modal em mobilidade urbana e pública. O projeto instalou 15 pontos para retirada das bikes e a ideia é facilitar a integração e conexões entre modais de transporte, para que o uso seja voltado para mobilidade urbana e deslocamentos dentro da cidade, seja para o trabalho, estudo ou lazer. Com o Manôbike, a prefeitura aumentou o estímulo à mobilidade e ao transporte sustentável, incentivando meios não poluentes e que visam a melhoria na qualidade de vida.

Homenagem

Alzira Campos nasceu em 16/7/1924 e morreu em 03/10/2002. Foi professora de educação física do Instituto de Educação do Amazonas (IEA) e Colégio Estadual Dom Pedro II. Naquela época, a disputa pela vitória no desfile do Dia da Independência, dia sete de setembro, era o maior evento da educação e ela sempre foi a vencedora. Inclusive em 1957, quando o prefeito Arthur Neto desfilou pelo IEA e ela sagrou-se vencedora novamente. A disputa era entre os colégios mais tradicionais de Manaus como Dom Bosco, IEA, Benjamim Constant, Colégio Estadual, entre outros. “A tia Dadia foi uma segunda mãe para mim. Na sua época foi uma professora disputada a peso de ouro, porque preparava desfiles maravilhosos que movimentavam Manaus de ponta a ponta”, relembrou o prefeito.

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