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Cielo: lucro cai, cotação dispara

A pandemia de coronavírus atingiu em cheio os resultados da Cielo (CIEL3) em 2020. A queda no consumo derrubou o lucro líquido da companhia em 68%, para R$ 490,24 milhões, ante R$ 1,58 bilhão obtido em 2019. A receita líquida da maior empresa de meios de pagamentos do País somou R$ 4,68 bilhões no ano passado, queda de 11,7% ante 2019. Por outro lado, as despesas operacionais subiram 4%, para R$ 1,3 bilhão. Nem mesmo o bom resultado do último trimestre foi suficiente para conter a queda no lucro. Entre outubro e dezembro, o lucro líquido subiu para R$ 298,2 milhões, alta de 197% ante o trimestre anterior e de 34% frente a igual período de 2019. O ganho no último trimestre surpreendeu positivamente os analistas, pois indica que a empresa presidida por Paulo Caffarelli se esforçou para cortar custos e melhorar as vendas, possibilitando prever números melhores em 2021. Os resultados foram divulgados na quarta-feira (27), e fizeram subir as ações em 13,4%, revertendo a queda desde o início de 2021 e acumulando valorização de 4% no ano.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

ENERGIA

Light tenta avançar em reformas

Prosseguem as mudanças na Light (LIGT3). Uma delas é na estrutura societária. A venda das ações que pertenciam à estatal Cemig e à BNDESPar tornou a distribuidora de energia quase uma empresa com capital pulverizado. O maior acionista individual é Ronaldo Cezar Coelho, com 20% de participação. Agora, as metas de Raimundo Nonato, o novo CEO, são a redução do endividamento e o combate ao furto de energia, que gera perdas anuais de R$ 600 milhões.

QUEM VEM LÁ

Dasa pode captar até R$ 6 bi

O laboratório de análises clínicas Dasa fará uma nova oferta de ações no valor estimado em R$ 6 bilhões. A cifra é o dobro da planejada inicialmente, e se deve ao novo patamar de preços do papel, após a valorização de 143% das ações em 2021. O valor de mercado da empresa passou de R$ 34,86 bilhões no final de dezembro para os atuais R$ 84,5 bilhões.

CELULOSE

Alta nas cotações beneficia empresas

O aumento dos preços da celulose na Europa e na China pode impulsionar os ganhos de empresas brasileiras produtoras da fibra como Klabin (KLBN11), Irani (RANI3) e, principalmente, a Suzano (SUZB3). Na penúltima semana de janeiro, as cotações internacionais da celulose tiveram forte alta, com aumento de US$ 14,61, chegando a US$ 711,97 por tonelada da fibra curta. Já a fibra longa se manteve estável a US$ 909. Na China, o preço da fibra curta chegou a US$ 536,91 e da fibra longa a US$ 779 por tonelada. Os aumentos devem ocorrer a partir de fevereiro, a segunda alta em 2021.

DESTAQUE NO PREGÃO

CVM analisa negócios com Via Varejo

© Divulgação

O departamento jurídico da Via Varejo (VVAR3) terá muito o que fazer. Além de uma disputa com o grupo Big, ex-Wal Mart do Brasil, que acusa a Casas Bahia de copiar seu logotipo, a CVM abriu processo para analisar uma movimentação atípica nas ações. Os papéis da Via Varejo iniciaram o pregão de 21 de dezembro de 2020 com queda de 10,8% ante o fechamento anterior. Pelas regras da B3, variações tão bruscas nas cotações devem disparar um leilão de abertura, para equilibrar preços do ativo. O que foi feito, resultando em 1.475 transações com os papéis. Além do leilão, em meia hora foram realizados mais de 17 mil negócios com ações. O total de negócios do dia chegou a 82,3 mil. Isso é 51,4% a mais que a média diária de dezembro, de 54,4 mil.

PETRÓLEO

Petrobras muda fundo de pensão

A Petrobras informou nesta semana que o Plano Petros 3 foi aprovado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais e pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Ele será uma opção exclusiva para os participantes das versões anteriores. O déficit da estatal com seu plano de pensão era um contencioso relevante da empresa. As ações da Petrobras acumulam queda de 3,4% neste ano e de 2,3% em 12 meses.

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