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Consultores técnicos do Ministério da Saúde visitam UBSs preferenciais para Covid-19

Como parte da programação da apresentação do Plano Estratégico de Enfrentamento à Covid-19 no Amazonas, uma equipe de consultores técnicos-científicos da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), vinculada ao Ministério da Saúde, visitou, na tarde desta segunda-feira, 11/1, duas unidades preferenciais da Prefeitura de Manaus para atendimento inicial a casos suspeitos de síndromes gripais e Covid-19: a UBS Arthur Virgílio, no Amazonino Mendes, e a UBS Sálvio Belota, ambas na zona Norte.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

As duas integram o grupo de 21 unidades da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) exclusivas para esse atendimento.

O objetivo principal das visitas, conforme explicou o consultor Ricardo Ariel Zimerman, é reunir informações que podem ser avaliadas, pelos números, a distância, e com a experiência do pessoal de campo, além de servir para a divulgação das orientações, diretrizes e informações sobre tratamento precoce da Covid-19. Segundo ele, foram visitas bastante enriquecedoras, que possibilitaram observar a realidade local.

“Nós percebemos que a preocupação dos colegas (das unidades) é real, os relatos são bem consistentes. Observamos um número mais elevado de pacientes procurando atendimento já em estágios mais avançados da doença, aparentemente com menos tempo de sintomas, mas que ao chegarem na unidade já estão necessitando de oxigenoterapia”, relatou.

Segundo ele, as informações serão associadas ao conhecimento virológico para determinar se a política que vem sendo aplicada está adequada ou se precisará de adaptações ao que talvez seja uma forma um pouco diferente do vírus se disseminar. “Se o vírus muda um pouco, temos que mudar um pouco, também. Vimos aqui para ouvir os colegas, obter informações, aprender para podermos fazer as melhores recomendações”, pontuou.

O consultor defendeu que a autonomia do médico seja respeitada, mas que é importante que sejam disponibilizadas medicações que, caso o profissional se sinta confortável ao usar, possam fazer a diferença no desfecho do paciente. “Temos reforçado o uso precoce, principalmente nos primeiros dias de sintomas, de medicações antivirais, de preferência em combinação, com várias alternativas que podem ser escolhidas para a prescrição”, informou. 

Para a enfermeira Glícia Cardoso, gestora da UBS Arthur Virgílio há cinco anos, é muito importante esse acompanhamento dos consultores do Ministério da Saúde. “Essa visita significa que nós não estamos sós, que há uma preocupação de todas as esferas de gestão, com os profissionais da ponta. Mostra que estão tentando entender o que, de fato, está acontecendo, o porquê de tanta movimentação com um aumento considerável na procura pelas unidades de saúde, diferentemente do que ocorreu na primeira onda da doença. Minha esperança é que venham boas contribuições para o nosso trabalho”, concluiu Glícia.

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