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Pacientes da Samel com Covid-19 dividem sala com outros infectados e são obrigados a assistir entubação

A situação em que se encontra Manaus devido o grande número de infectados por coronavírus fica cada vez mais crítica. Novas denúncias revelam o estado de calamidade em que os pacientes da Samel encontram-se, mesmo pagando preços altíssimos em busca de um tratamento adequado.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

De acordo com o acompanhante de um dos pacientes, que não preferiu não se identificar, vítimas infectadas pelo novo coronavírus que não conseguiram leitos, precisam dividir o mesmo quarto com pacientes que serão entubados, sendo obrigados a companhar o processo de entubação dos mesmos.

“O cara vai fud*do procurar atendimento, e recebe atendimento péssimo”, desabafou a testemunha.

Segundo ele, até antibiótico deixa de ser aplicado no meio da correria e do sufoco, e o paciente está sobrevivendo graças a “um milagre”, como ele mesmo descreveu. Não bastasse isso, o almoço deixou de ser servido também em alguns dias.

A Samel é uma das unidades hospitalares particulares que, durante a pandemia, passou a exigir cerca de R$100 mil por internação.

Além desse valor, quantias adicionais são cobradas diariamente, de aproximadamente R$5 mil.

A rede Samel pertence à família do ex-deputado federal Luiz Fernando Nicolau, do PSD, que incentivou o uso das cápsulas Vanessa, ainda no início da pandemia.

Pacientes que precisam de atendimento urgente só serão internados após confirmação do depósito. Muitos familiares não conseguiram internar parentes infectados por não terem o valor exigido

Segundo a assessoria da própria unidade, o valor é de R$50 mil. Ainda assim, um preço absurdo e ilegal quando a situação é de urgência. Não há ninguém da população pobre que chegue a ter sequer condições de sonhar em pagar tais valores, e até quem tem condições financeiras para arcar com os gastos tem sofrido para receber um bom atendimento.

Fonte: Expresso AM

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