Últimas

Médicos voluntários chegam a Manaus e relatam situação crítica de hospitais

Manaus/AM - Na tentativa de resolver o problema da falta de médicos nas UTIs, uma equipe de 18 intensivistas chegaram a Manaus e já começaram a atuar em dois hospitais: o Instituto da Mulher Dona Lindu e o Hospital Nilton Lins.


A chegada dos voluntários possibilitou a abertura de 28 novos leitos, mesmo assim a situação continua crítica, como explicam os próprios médicos: "Há medicações em falta, como bloqueadores neuromusculares, fundamentais para os pacientes graves", afirmam as médicas recém-chegadas Camila Sérvulo e Flavia Galter.

Também faltam materiais de proteção, insumos e outros equipamentos. Em entrevista à emissora CNN, elas contam que são do estado de São Paulo e que foram realocadas pela Associação Médica Brasileira (AMB), que coordena uma força-tarefa de ajuda humanitária.

Elas estão atuando no atendimento à grávidas infectadas e relatam que o estado ainda está longe de oferecer o atendimento ideal às vítimas da segunda onda da covid-19.

No caso das gestantes, muitas famílias sofrem o drama inaceitável de ter que escolher muitas vezes entre a vida da mãe ou a do filho: "É de uma tristeza imensurável ouvir frases como 'não acredito que preciso escolher entre minha esposa e meu filho'", descrevem.

Manaus vive um colapso histórico no sistema de saúde que teve como estopim a falta de oxigênio nos hospitais. Desde então vários outros problemas foram surgindo em um verdadeiro efeito dominó. O Amazonas está com mais de 91% dos leitos de internação lotados e falta medicamentos e médicos nas UTIs.

Para aliviar a sobrecarga do sistema, mais médicos devem chegar na próxima semana. A AMB afirma que está previsto a realocação de mais seis profissionais para completar o grupo de 24 designados. A expectativa é de quem mais leitos sejam abertos com a chegada do reforço.

Nenhum comentário

Obrigado por comentar aqui.