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Acusado de assédio sexual, dono de lava-jato pode ter feito 11 vítimas

A Polícia Civil prendeu em flagrante o proprietário de um lava-jato no Bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte, acusado de assédio sexual por instalar três câmaras de filmagem dentro do banheiro feminino. As investigações receberam informações sobre pelo menos 11 vítimas.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

De acordo com a polícia, nove vítimas já foram ouvidas, além de testemunhas e o suspeito. O homem negou os crimes e foi encaminhado ao sistema prisional. A pena máxima dos crimes é de três anos, podendo ser aumentada de acordo com o número de vítimas.

Equipamento estava escondido em parede

A denúncia chegou à Polícia Militar no início da tarde dessa segunda-feira (08/03), quando duas viaturas foram enviadas ao local. No banheiro, as câmeras foram estrategicamente colocadas - uma junto ao vidro da parte superior do banheiro; uma na lateral, próxima ao vaso sanitário; e outra quase em frente ao vaso sanitário.

A descoberta foi feita por uma funcionária, que estranhou um objeto embutido na parede, próximo ao vaso sanitário. Saiu do banheiro e chamou outras duas colegas de trabalho, que, juntas, fizeram uma revista no local e descobriram outras duas câmaras.

Imediatamente, as três chamaram a supervisora, que prefere não se identificar. Ao confirmar a veracidade do que as funcionárias relataram, acionou a Polícia Militar.

Outros detalhes incriminam o proprietário do estabelecimento, como, por exemplo, a contratação de uma equipe formada somente por mulheres. Atualmente, todos os funcionários, 10, eram do sexo feminino.

O local foi fechado pela PM e, logo em seguida, a mulher do comerciante, que chegou ao local, entrou no escritório e começou a bater no homem, sendo necessária a intervenção dos policiais para conter a fúria da mulher.

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