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Lançamento da Estampa ' A grande Cobra Mãe' da artista visual Priscila Pinto

Manaus- Nesta sexta (26), às 18h30, no site www.manartgaleria.com ocorre o lançamento da estampa `A grande Cobra Mãe’, inspirada na obra, Com mesmo nome, da artista visual, poetisa e professora, Priscila Pinto- Formada em Licenciatura Plena em Artes Plásticas e mestrado na linha de processos socioculturais, pelo Programa Sociedade e Cultura na Amazônia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Surgimento da Obra ‘A Grande Cobra Mãe’

“Eu costumo dizer que sou a mãe da Cobra Mãe e a Virna Lisi (Curadora) é a madrinha dela, pois a ideia da obra surgiu no contexto dos preparativos para uma exposição coletiva de artistas amazônicos que a Virna iria representar numa galeria em Viena, em 2016. E ela foi para a Europa levando a minha criatura de 10m enrolada dentro de um saco!” Declara Priscila Pinto.

Processo de Criação

“Em uma semana eu bolei o conceito geral da obra e fiz uns esboços; na outra, comprei o tecido, o enchimento, fiz o molde. Minha mãe me ajudou a cortar o tecido e costurou a cobra. Depois enchemos com esponja. Eu levei um mês para pintar, refleti muito, fiz conexões com vários tempos e civilizações no corpo da cobra: do rabo à cabeça ela conta a história da vinda dos seres humanos para o continente americano até chegar a Manaus. É como o resumo visual metafórico de uma história de mais de 10 mil anos: África -Sibéria -Américas.

Eu fiz a nossa cobra Amazônica, latino-americana, para enviar como uma mensageira carregada de cores, mitos, como se fosse, simbolicamente, um ser imigrante também, levando sua riqueza étnica e cultural, um ser marcado por processos. A cobra é símbolo do movimento, da transformação, da mudança, da transmutação, da criação, etc. Ela é incrível por que possui múltiplos e profundos significados!

A linha que vai do rabo até a cabeça da cobra representa uma continuidade de sentido relacional entre diversos tempos, espaços e povos. A própria cobra é a linha, o rio, o caminho, a estrada por onde passamos ou vamos passar…”Destaca a artista.

Principais Referências

“Tomei como referência mitos de etnias indígenas do Alto Rio Negro, mas vislumbrei num sentido amplificado, como seria a relação com simbologias no contexto da cultura universal, no sentido de que a serpente é um arquétipo presente em vários povos e civilizações antigas e é como se ela tivesse migrado no inconsciente coletivo da humanidade por milênios, cruzando continentes, descendo pelas rotas migratórias até as Américas, como se a própria serpente tivesse viajado dentro da humanidade e vice-versa, por isso, tão presente no nosso imaginário.” Afirma, Priscila.

A importância da Mitologia Indígena na produção artística

“A mitologia indígena me fez ampliar o olhar sobre a história, o tempo e a natureza. Ajudou-me a perceber outras possibilidades de viver o tempo, além de interpretar a natureza como entidade viva, a trabalhar mais profundamente com o invisível e a fazer a interconexão entre todos os seres.” Afirma a artista.

Palavras da Curadoria

“A obra- A grande cobra mãe- conduz a visão do espectador por um percurso de cores e linhas que narram o ciclo da vida humana. Inspirada entre poéticas e registros antropológicos, a pintura/objeto/instalação foi modelada e costurada em pano vermelho, onde, em seus dez metros de comprimento, revela-se símbolos e grafismos que interligam o mundo contemporâneo a vínculos ancestrais.” Declara, Hadna Abreu, artista e curadora da Manart Galeria.

Técnicas utilizadas

Segundo Hadna, Priscila tem em seu repertório artístico uma ampla variedade de técnicas, que vão desde obras com lâminas de acrílico e luz de led, até pinturas em troncos e raízes. A obra “A Grande Cobra Mãe”, por exemplo, é um objeto de instalação de 10 metros de comprimento, toda costurada em tecido vermelho e pintada com tinta acrílica.

“Em minhas obras utilizo técnicas mistas (tradicionais ou experimentais), e faço uso linguagem visual e escrita aplicada ao bidimensional e ao tridimensional, quer seja na pintura, objeto, instalação, etc. E os meus temas de trabalho costumam girar em torno da relação intrínseca entre cultura/natureza/espiritualidade, percepção, memória, simbolismos do feminino.” Explica, Priscila.

Expectativas da artista para o lançamento

“Fiquei muito feliz por ter recebido o convite e pelo reconhecimento do meu trabalho! A Manart ajuda a popularizar e democratizar a arte local na sua aplicação em produtos. Isso é muito interessante! Espero que a estampa seja apreciada pelo público. Estou na expectativa!” Declara, Priscila Pinto.

Desenvolvimento da estampa ‘A grande cobra mãe’ pela Manart Galeria

“Sempre buscamos por obras que sejam possíveis a aplicação da estampa em produtos, e que representem bem a linguagem do artista. Dessa vez nos desafiamos a criar uma estampa a partir de uma escultura. Optamos em trabalhar com a pintura ao longo do corpo da Cobra, e o resultado foi surpreendente! Como forma de representar a configuração de espiral que a cobra assume ao se enrolar, optamos pela disposição diagonal dos elementos. Dessa forma a estampa ganhou ainda mais significado!” Afirma Anna Lôyde, Gestora da Manart Galeria e Designer-Criadora de Estampas.

Produtos disponíveis

Segundo Anna Lôyde, nesta sexta (26) a partir das 18h30, iniciará as vendas das primeiras unidades da camisa inspirada na obra ‘A grande Cobra-Mãe’, em diferentes tamanhos e modelos, e em breve, também máscaras e cadernetas, além de um novo produto (uma faixa de cabelo) com a obra estampada e a assinatura da artista visual Priscila Pinto.

Todos os produtos podem ser adquiridos pelo site www.manartgaleria.com

Edital Prêmio Feliciano Lana

O projeto de Expansão da Manart Galeria foi contemplado pelo edital emergencial Prêmio Feliciano Lana- Lei Aldir Blanc e conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial da Cultura.

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