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Lava Jato descartou grampo sobre triplex para não ajudar tese de Lula

A força-tarefa da Operação Lava Jato não incluiu em denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um diálogo de grampo telefônico que poderia sustentar a tese de que Lula não tinha envolvimento com o apartamento tríplex em Guarujá (SP).



De acordo com o Uol, procuradores do Ministério Público Federal do Paraná conversaram em 13 de setembro de 2016, sobre a inclusão de um trecho obtido por meio da interceptação telefônica de Mariuza Marques, funcionária da empreiteira OAS e encarregada da supervisão do edifício.

A conversa telefônica de Mariuza e uma pessoa não identificada, indica que Marisa teria ligação com uma reforma no imóvel, mas que havia desistido da cota. O grampo é de 17 de novembro de 2015.

"Pessoal, especialmente Deltan [Dallagnol, coordenador da Lava Jato], temos que pensar bem se vamos utilizar esse diálogo da MARIUZA, objeto da interceptação. O diálogo pode encaixar na tese do LULA de que não quis o apartamento. Pode ser ruim para nós", escreveu o procurador Athayde Ribeiro Costa, sendo brevemente respondido: "Concordo com Athayde. eu não usaria esse diálogo, ao menos não na denuncia", escreveu a procuradora Jerusa Viecili. Athayde, então, pergunta ao procurador Julio Noronha, que concorda com a retirada do trecho.

A denúncia foi apresentada em 14 de setembro de 2016, um dia após as conversas. Lula foi condenado pela acusação do tríplex. O imóvel seria uma contrapartida por esquemas de corrupção envolvendo a OAS e a Petrobras.

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