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Estampa inspirada na obra ‘A grande Cobra Mãe’ da artista visual Priscila Pinto encanta a internet com suas cores

A estampa `A grande Cobra Mãe’, inspirada na obra, de mesmo nome, da artista visual, escritora, poetisa e professora, Priscila Pinto, desde o seu lançamento,que ocorreu na última sexta-feira (26), tem conquistado cada vez mais, a cena cultural de Manaus e o público na internet, com suas cores vibrantes, e referências ancestrais.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

O vídeo de apresentação da artista na galeria, por exemplo, em menos de uma semana, já atingiu 1,6 mil visualizações (Youtube) e 8,1 mil (Facebook).

Confira AQUI: http://bit.ly/priscilapinto

Processo Criativo

“Em uma semana eu bolei o conceito geral da obra e fiz uns esboços; na outra, comprei o tecido, o enchimento, fiz o molde. Minha mãe me ajudou a cortar o tecido e costurou a cobra. Depois enchemos com esponja. 

Eu levei um mês para pintar, refleti muito, fiz conexões com vários tempos e civilizações no corpo da cobra: do rabo à cabeça ela conta a história da vinda dos seres humanos para o continente americano até chegar a Manaus. É como o resumo visual metafórico de uma história de mais de 10 mil anos: África -Sibéria -Américas.

Eu fiz a nossa cobra Amazônica, latino-americana, para enviar como uma mensageira carregada de cores, mitos, como se fosse, simbolicamente, um ser imigrante também, levando sua riqueza étnica e cultural, um ser marcado por processos. 

A cobra é símbolo do movimento, da transformação, da mudança, da transmutação, da criação, etc. Ela é incrível por que possui múltiplos e profundos significados!

A linha que vai do rabo até a cabeça da cobra representa uma continuidade de sentido relacional entre diversos tempos, espaços e povos. A própria cobra é a linha, o rio, o caminho, a estrada por onde passamos ou vamos passar…”Destaca a artista.

Referências

“Tomei como referência mitos de etnias indígenas do Alto Rio Negro, mas vislumbrei num sentido amplificado, como seria a relação com simbologias no contexto da cultura universal, no sentido de que a serpente é um arquétipo presente em vários povos e civilizações antigas e é como se ela tivesse migrado no inconsciente coletivo da humanidade por milênios, cruzando continentes, descendo pelas rotas migratórias até as Américas, como se a própria serpente tivesse viajado dentro da humanidade e vice-versa, por isso, tão presente no nosso imaginário.” Afirma, Priscila.

A importância da Mitologia Indígena na produção artística

“A mitologia indígena me fez ampliar o olhar sobre a história, o tempo e a natureza. Ajudou-me a perceber outras possibilidades de viver o tempo, além de interpretar a natureza como entidade viva, a trabalhar mais profundamente com o invisível e a fazer a interconexão entre todos os seres.” Afirma a artista.

Palavras da Curadora

“A obra- A grande cobra mãe- conduz a visão do espectador por um percurso de cores e linhas que narram o ciclo da vida humana. Inspirada entre poéticas e registros antropológicos, a pintura/objeto/instalação foi modelada e costurada em pano vermelho, onde, em seus dez metros de comprimento, revela-se símbolos e grafismos que interligam o mundo contemporâneo a vínculos ancestrais.” Declara, Hadna Abreu, artista e curadora da Manart Galeria.

Técnicas

Segundo Hadna, Priscila tem em seu repertório artístico uma ampla variedade de técnicas, que vão desde obras com lâminas de acrílico e luz de led, até pinturas em troncos e raízes. A obra “A Grande Cobra Mãe”, por exemplo, é um objeto de instalação de 10 metros de comprimento, toda costurada em tecido vermelho e pintada com tinta acrílica.

“Em minhas obras utilizo técnicas mistas (tradicionais ou experimentais), e faço uso linguagem visual e escrita aplicada ao bidimensional e ao tridimensional, quer seja na pintura, objeto, instalação, etc. E os meus temas de trabalho costumam girar em torno da relação intrínseca entre cultura/natureza/espiritualidade, percepção, memória, simbolismos do feminino.” Explica, Priscila.

Desenvolvimento da estampa ‘A grande cobra mãe’ pela Manart Galeria

“Sempre buscamos obras que nos possibilitem a aplicação da estampa em produtos, e que representem bem a linguagem do artista. 

Dessa vez nos desafiamos a criar uma estampa a partir de uma escultura. Optamos em trabalhar com a pintura ao longo do corpo da Cobra, e o resultado foi surpreendente! Como forma de representar a configuração de espiral que a cobra assume ao se enrolar, optamos pela disposição diagonal dos elementos. 

Dessa forma a estampa ganhou ainda mais significado!” Afirma Anna Lôyde, Gestora da Manart Galeria e Designer-Criadora de Estampas.

Produtos disponíveis

Dentre os produtos que podem ser adquiridos pelo público, estão camisas, faixas de cabelo, e em breve, também máscaras de proteção e cadernetas,

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